⚓ Classe João Belo: As Fragatas Portuguesas que Marcaram uma Geração (1967-2008)
As fragatas da Classe João Belo foram durante décadas um dos maiores símbolos da Marinha Portuguesa, destacando-se pela robustez, autonomia e capacidade de operar em águas tropicais e missões oceânicas de longa duração.
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| Fragatas Classe "João Belo" |
📜 História e Origem
A Classe João Belo era a versão portuguesa das fragatas francesas da classe Comandant Rivière, concebidas para operações de longa duração em mares tropicais e missões de soberania marítima.
Durante décadas estas fragatas desempenharam missões em Portugal, África, Macau e Timor, participando também em exercícios internacionais da NATO.
Fragata (F480) João Belo
Foi a primeira unidade da classe e entrou ao serviço em 1 de julho de 1967. Tornou-se uma das fragatas mais emblemáticas da Marinha Portuguesa, destacando-se em missões de patrulha oceânica, exercícios NATO e operações de soberania marítima.
Foi abatida ao efetivo em 2008 e vendida à Marinha de Guerra do Uruguai, onde foi rebatizada como ROU 01 Uruguay.
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| Fragata NRP João Belo |
Fragata (F481) Hermenegildo Capelo
A "Hermenegildo Capelo" entrou para a história da Marinha Portuguesa por ter sido o primeiro navio de guerra nacional a incluir militares femininos na sua guarnição.
Construída nos estaleiros de Nantes, em França, entrou oficialmente em serviço na Armada em 26 de abril de 1968, passou ao estado de desarmamento em 2004, após 36 anos de atividade e de cruzar a linha do Equador por 60 vezes.
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| Fragata NRP Hermenegildo Capelo |
Fragata (F482) Roberto Ivens
Aumentada ao efetivo da Armada a 23 de novembro de 1968, a "Roberto Ivens" participou em inúmeros exercícios internacionais e missões da NATO.
Em 1995 colidiu com o navio reabastecedor canadiano Preserver, sofrendo graves danos estruturais na proa. Apesar de se iniciar a construção de uma nova proa no Arsenal do Alfeite, o desalinhamento do veio da hélice acabou por inviabilizar a reparação total do navio, sendo abatido ao efetivo em 1998.
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| Fragata NRP Roberto Ivens |
Fragata (F483) Sacadura Cabral
A "Sacadura Cabral" foi uma das últimas fragatas da classe ao serviço da Marinha Portuguesa. Foi integrada na Armada a 26 de julho de 1969, Operando em Cabo Verde (1972) e em Angola (1973) durante a Guerra Ultramarina.
Em abril de 2008, juntamente com a fragata "Comandante João Belo", foi transferida para a Armada Nacional do Uruguai.
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| Fragata NRP Sacadura Cabral |
📐 Características Técnicas
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Tipo | Fragata anti-submarina |
| Deslocamento | 2 250 toneladas |
| Dimensões | 102 m (compr.) | 11,5 m (boca) | 4,42 m (calado) |
| Velocidade | 26 nós |
| Propulsão | 4 motores Diesel SEMT-Pielstick (18 760 b.h.p.) |
| Guarnição | Aproximadamente 200 marinheiros |
🔫 Armamento
- 3 peças simples de 100 mm (alcance máximo: 17 km)
- 2 peças simples AA de 40 mm (alcance máximo: 12 km)
- 1 morteiro quádruplo A/S de 305 mm
- 2 reparos triplos lança-torpedos de 550 mm
🛰 Sensores
- Aviso aéreo DRBV 22 (alcance 67 km)
- Aviso superfície DRBV 50 (alcance 30 km)
- Navegação K.H.1007 (alcance 37 km)
- Controle de tiro DRBC 32 (alcance 22 km)
- DUBA 3A; SQS 17
✍️ Conclusão
As fragatas Classe João Belo marcaram profundamente várias gerações de marinheiros portugueses, destacando-se pela versatilidade, autonomia e excelente comportamento no mar.
Durante mais de quatro décadas desempenharam missões de soberania, patrulha oceânica e cooperação internacional, tornando-se um dos maiores símbolos da Marinha Portuguesa do século XX.

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