💴 Cédulas do Município de Torre de Moncorvo (1917-1925)
💰 Cédulas Fiduciárias de Torre de Moncorvo (Primeira República)
🧾 Enquadramento
Com a implantação da República, foram introduzidas alterações no sistema monetário, incluindo nova unidade, modificações no peso e na liga das moedas, mas mantendo o seu valor real.
Apesar dessas mudanças, a escassez de moeda metálica agravou-se, criando dificuldades no uso de dinheiro miúdo para trocos e pequenas transações.
Neste contexto, surgiu a cédula de papel como solução de emergência, sendo emitida não só pela Casa da Moeda, mas também por câmaras municipais, Misericórdias e até entidades privadas.
Segundo alguns autores, estas emissões eram consideradas ilegais quando realizadas fora da Casa da Moeda, mas tornaram-se prática comum devido à necessidade.
🗺️ Cédulas do Concelho de Torre de Moncorvo
💵 Câmara Municipal
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| Cédula $01 Centavo |
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| Cédula $02 Centavos |
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| Cédula $04 Centavos |
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| Cédula $05 Centavos |
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| Cédula $10 Centavos |
⏳ Períodos e Circulação
Até cerca de 1924, eram frequentes os editais municipais a prorrogar a validade das cédulas, devido à persistente escassez de moeda metálica e à dificuldade em obter trocos.
Posteriormente, iniciou-se o processo inverso, com a retirada progressiva das cédulas e a sua substituição por moeda corrente.
🎨 Características Gerais
- Emitidas por câmaras municipais;
- Valores em centavos;
- Utilização local;
- Função de suprir falta de moeda metálica;
- Carácter temporário/emergencial;
- Base fiduciária (confiança pública).
👉 Importância Numismática
- Reflexo da crise monetária da Primeira República;
- Exemplo de emissão municipal;
- Documento da economia local;
- Circulação limitada;
- Elevado valor histórico e colecionável.
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Post dedicado às cédulas fiduciárias emitidas em Torre de Moncorvo durante a Primeira República, num contexto de escassez monetária.
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