⚓ As Ultimas "Canhoneiras da Marinha Portuguesa (1924-1955)
Durante as primeiras décadas do século XX, a Marinha Portuguesa contou com diversas pequenas unidades destinadas a missões de patrulhamento, fiscalização e presença naval. Entre estas encontravam-se a Canhoneira "Raúl Cascais" e as canhoneiras da Classe "Faro", embarcações de dimensões reduzidas, mas adaptadas às necessidades do serviço naval da época.
Estas unidades apresentam também origens distintas. A "Raúl Cascais" teve uma história anterior ligada à marinha alemã, enquanto as canhoneiras da Classe "Faro" foram construídas no Arsenal de Lisboa, segundo planos de um rebocador. Juntas, representam uma parte menos conhecida, mas importante, da evolução das pequenas unidades da Armada Portuguesa.
Canhoneira "Raúl Cascais" (1924–1936)
A história da Canhoneira "Raúl Cascais" começou antes da sua incorporação na Armada Portuguesa. Ex-Tonnige e ex-FN 16, esta embarcação tinha anteriormente desempenhado funções como rebocador e caça-minas alemão.
Construída em 1919, a unidade foi posteriormente incorporada na Armada Portuguesa em 1924, passando a desempenhar funções como canhoneira. Permaneceu ao serviço durante doze anos, sendo abatida em 1936.
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| Canhoneira "Raúl Cascais" (1924–1936) |
Apesar da sua origem estrangeira e da anterior utilização como unidade auxiliar e caça-minas, a "Raúl Cascais" passou a integrar a Armada Portuguesa, assumindo uma nova função dentro da frota nacional.
📐 Características Técnicas – Canhoneira "Raúl Cascais"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Tipo | Canhoneira |
| Deslocamento | 188 toneladas |
| Dimensões | 40 m de comprimento; 6 m de boca; 1,6 m de calado |
| Armamento | 1 peça de 47 mm; 1 metralhadora |
| Propulsão | 1 máquina de 600 H.P.; 1 veio |
| Velocidade | 13 nós |
| Guarnição | 40 marinheiros |
Canhoneiras Classe "Faro"
As Canhoneiras da Classe "Faro" foram construídas no Arsenal de Lisboa, segundo planos baseados num rebocador. Esta solução permitiu criar embarcações de características adequadas ao serviço naval, combinando dimensões relativamente reduzidas com capacidade de armamento e uma velocidade de 13 nós.
Canhoneira "Faro" (1927–1955)
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| Canhoneira "Faro" (1927–1955) |
A Canhoneira "Faro" foi uma das unidades construídas no Arsenal de Lisboa segundo os planos que deram origem à classe. Entrou ao serviço em 1927, permanecendo na Armada Portuguesa até 1955.
A sua longa permanência na frota demonstra a importância que este tipo de pequena unidade assumiu no serviço naval português durante boa parte do século XX.
Canhoneira "Lagos" (1930–1955)
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| Canhoneira "Lagos" (1930–1955) |
A Canhoneira "Lagos" entrou ao serviço em 1930, integrando igualmente a Classe "Faro". Tal como as restantes unidades desta classe, foi construída no Arsenal de Lisboa segundo planos de um rebocador.
Permaneceu ao serviço até 1955, tendo assim uma carreira de vinte e cinco anos ao serviço da Marinha Portuguesa.
📐 Características Técnicas – Classe "Faro"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Deslocamento | 295 toneladas |
| Dimensões | 39,5 m de comprimento; 6,6 m de boca; 3,2 m de calado |
| Armamento | 2 peças de 47 mm, uma a cada bordo a vante |
| Propulsão | 1 máquina de 650 h.p.; 1 veio |
| Velocidade | 13 nós |
| Guarnição | 55 marinheiros |
🤔 Conclusão
A Canhoneira "Raúl Cascais" e as unidades da Classe "Faro" representam diferentes soluções encontradas pela Marinha Portuguesa para dispor de pequenas embarcações adaptadas às necessidades do serviço naval.
A "Raúl Cascais", com origem numa unidade alemã construída em 1919, integrou a Armada em 1924 e permaneceu ao serviço até 1936. Já as canhoneiras da Classe "Faro", construídas no Arsenal de Lisboa, demonstraram uma notável longevidade, com a "Faro" e a "Lagos" a permanecerem ao serviço até 1955.
⚓ Pequenas em dimensão, mas importantes no seu papel, estas canhoneiras fazem parte da história da Marinha Portuguesa e testemunham a evolução das unidades navais ao longo da primeira metade do século XX.
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