🪙 Durante a Primeira República Portuguesa, a escassez de moeda metálica e a elevada inflação levaram à emissão de cédulas fiduciárias locais. O concelho de Guimarães participou neste fenómeno através de emissões promovidas pela Câmara Municipal e por entidades privadas, com o objetivo de suprir a falta de numerário de pequeno valor no comércio quotidiano.
💰 Cédulas Fiduciárias de Guimarães (Primeira República)
🧾 Enquadramento Histórico
A Primeira República (1910–1926) ficou marcada por forte instabilidade política, social e económica. A implantação do novo regime implicou alterações monetárias, com a criação de uma nova unidade e modificações nos títulos, peso e liga das moedas, procurando manter o seu valor real.
A crise monetária e a elevada inflação criaram escassez de moedas de baixo valor, dificultando as pequenas transações diárias e incentivando soluções monetárias alternativas locais.
Neste contexto, surgiu a cédula fiduciária em papel, emitida não só pela Casa da Moeda, mas também por câmaras municipais, Misericórdias e outras entidades públicas e privadas, mesmo que juridicamente irregulares, conforme refere Oliveira Marques.
🗺️ Cédulas do Concelho de Guimarães
💵 Câmara Municipal de Guimarães
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Cédula $01 Centavo |
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Cédula $02 Centavos |
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| Cédula $04 Centavos |

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Cédula $05 Centavos |
💵 Mercearia e Confeitaria Portas da Vila
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| Cédula $05 Centavos |
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Cédula $10 Centavos |
💵 Fábrica de Tecidos do Castanheiro
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Cédula $02 Centavos |
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Cédula $05 Centavos |
⏳ Validade e Retirada
As cédulas foram emitidas entre 1917 e 1925, com valores geralmente entre 1 e 5 centavos. O governo proibiu a sua circulação em 1924, mas a recolha definitiva só ocorreu após a revolução de 28 de maio de 1926.
🎨 Características Gerais
- Emissão da Câmara Municipal e das Empresas de Guimarães;
- Valores expressos em centavos;
- Circulação local restrita;
- Suporte em papel;
- Grafismo simples e funcional;
- Aceitação baseada na confiança comunitária.
👉 Importância Numismática
- Testemunho da crise monetária da Primeira República;
- Exemplo de moeda fiduciária municipal;
- Documentação da economia local da Guarda;
- Peças de circulação limitada;
- Elevado interesse histórico e colecionável.
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As cédulas municipais de Guimarães constituem hoje um testemunho relevante da criatividade administrativa durante a crise monetária da Primeira República, sendo peças de elevado interesse histórico e colecionável.
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