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⚓ Homens de Ferro em Navios de Madeira”: A História da Classe “São Roque (1956-1997)

Draga-Minas Costeiros

A Classe “São Roque” integrou a frota de Draga-Minas Costeiros da Marinha Portuguesa, desempenhando um papel essencial nas missões de guerra de minas, patrulhamento e segurança marítima ao longo de mais de quatro décadas de serviço ativo.

Draga-Minas Costeiros Classe “São Roque”

📜 História e Desenvolvimento

Os draga-minas da Classe “São Roque” foram construídos em meados da década de 1950, nos estaleiros da CUF, em Portugal, segundo os planos da classe Ton britânica.  

No contexto da reorganização e modernização da Marinha Portuguesa no pós-Segunda Guerra Mundial, estas unidades destinavam-se sobretudo à guerra de minas costeira, sendo igualmente empregues em missões de patrulhamento, instrução e presença naval. Ao longo da sua carreira, operaram tanto em águas metropolitanas como ultramarinas.

A classe foi composta por quatro unidades: NRP São Roque, NRP Ribeira Grande, NRP Lagoa e NRP Rosário, todas com longos períodos de serviço, refletindo a robustez e fiabilidade do projeto.


  NRP São Roque

O NRP São Roque, navio-chefe da classe, entrou ao serviço em 1956, tendo desempenhado missões de guerra de minas, patrulhamento costeiro e apoio à instrução ao longo de mais de três décadas.

Draga-Minas Costeiro São Roque

Esteve baseado maioritariamente em portos do continente, participando regularmente em exercícios navais e operações de limpeza de áreas marítimas sensíveis. Foi abatido ao efetivo em 1992.


 NRP Ribeira Grande

O NRP Ribeira Grande foi aumentado ao efetivo da Armada em 1957, destacando-se pela sua longevidade operacional, sendo a última unidade da classe a permanecer em serviço.

Draga-Minas Costeiro Ribeira Grande

Em 1992 o NRP Ribeira Grande alterou o número da amura para A 5207 passando a funções de apoio a mergulhadores. Nessas funções manteve-se ativo até 1997, encerrando oficialmente a carreira operacional da Classe “São Roque”.

Navio-Auxiliar Ribeira Grande


 NRP Lagoa

O NRP Lagoa entrou ao serviço em 1956, tendo sido empregue sobretudo em missões de varredura de minas costeiras e treino de guarnições especializadas.

Draga-Minas Costeiro Lagoa

Tal como outras unidades da classe, participou em exercícios combinados e ações de vigilância marítima. Foi abatido ao efetivo em 1992.


 NRP Rosário

O NRP Rosário, incorporado na Armada em 1957, teve uma carreira operacional marcada pelo serviço regular em águas costeiras nacionais.

Draga-Minas Costeiro Rosário

Desempenhou missões de guerra de minas, patrulhamento e apoio naval até ser abatido ao efetivo em 1992, juntamente com outras unidades da classe.


📐  Características Técnicas – Classe São Roque

Ficha Técnica
Tipo Draga-Minas Costeiro
Deslocamento ~452 toneladas
Comprimento 46 m
Boca (Largura) 8,6 m
Calado 2,12 m
Propulsão 2 motores diesel com 2500 hp
Velocidade Máxima 15 nós (27.78 km/h)
Autonomia ≈ 3.000 milhas
Guarnição 47 tripulantes


🔫 Armamento

  • 2 peças de 20 mm
  • Equipamentos de varredura de minas

🪖 Missões e Emprego Operacional

  • Guerra de minas costeira
  • Limpeza de acessos portuários
  • Patrulhamento marítimo
  • Instrução e treino naval

🤔 Curiosidades 

  • Os navios foram batizados com nomes de povoações da ilha de São Miguel do arquipélago dos Açores.
  • Os navios da classe deixaram de ser usados na guerra de minas, na década de 1970, passando a ser usados em missões de patrulhamento e de fiscalização de pescas.

  • Lema destes navios "Homens de ferro em navios de madeira"


✍️ Conclusão

Classe “São Roque”

A Classe “São Roque” representou um pilar silencioso mas fundamental da Marinha Portuguesa durante mais de 40 anos, assegurando a segurança marítima, a guerra de minas e a formação de gerações de marinheiros. A sua longa vida operacional reflete a solidez do projeto e a importância estratégica destas unidades no dispositivo naval nacional.


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Comentários

  1. Je crois que chez nous c'est la classe Mercure

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  2. Naveguei no N. R. P. Lagoa ! Era igual ao S.Roque. não foi nada agradável, fomos para o mar, trabalhar e depois fomos para a ilha da Culatra a sul de Olhão fazer trabalhos de minas e armadilhas. No regresso apanhamos malagueiro , foi o suficiente para quase toda a guarnição passar um pouco mal! Mas na marinha havia homens enormes.por isso o remédio foi aguentar. Se algum filho da Escola que esteve comigo no Lagoa, sabe do que falo! Abraço enorme para todos os Marinheiros. Eu era o 1924/71. Torpedeiro Detector.

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  3. Assim eram os draga minas ,hoje muito necessários no golfo de Ormuz, navios de madeira e homens de ferro , navios muito utilizados na rochega de minas fundiadas ainda da segunda guerra mundial...

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