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⚓ As Ultimas "Lanchas-Canhoneiras" do Rio Zambeze (1916-1971)

Lanchas-Canhoneiras

Durante o século XX, a Marinha Portuguesa utilizou diversas lanchas-canhoneiras em missões de patrulha, defesa e apoio às forças militares nos territórios ultramarinos. De reduzidas dimensões, mas adaptadas à navegação fluvial e costeira, estas embarcações desempenharam um papel importante sobretudo nos rios e zonas interiores de Moçambique.

Entre estas unidades encontravam-se a "Zanha", a "Salvador" e a "Tete III", embarcações com histórias distintas, mas que estiveram ligadas à presença naval portuguesa em África.


📑 Índice


Lancha Canhoneira "Zanha" (1916-19...)

A "Zanha" era originalmente um pequeno vapor pertencente à Marinha Mercante. Em 1916 foi adquirido pela Armada, passando posteriormente a servir na Marinha Colonial de Moçambique.

Lancha Canhoneira "Zanha"

A aquisição da embarcação permitiu à Armada Portuguesa aproveitar um pequeno vapor mercante para funções navais, integrando-o posteriormente no dispositivo da Marinha Colonial de Moçambique.

📐 Características Técnicas – Lancha Canhoneira "Zanha"

Ficha Técnica
Tipo Lancha-Canhoneira
Deslocamento 40 toneladas
Dimensões
Armamento 1 canhão-revólver de 37 mm; 1 metralhadora de 6,5 mm
Propulsão Uma máquina de alta pressão de 60 h.p.: 1 roda de pás à ré
Velocidade 8 nós
Guarnição 16 marinheiros

Lancha Canhoneira "Salvador" (1916-1928)

A "Salvador" foi apreendida aos missionários Jesuítas austríacos em 26 de Junho de 1916, passando posteriormente ao serviço da Armada Portuguesa.

Lancha Canhoneira "Salvador"

A "Salvador" prestou serviço em Moçambique, tendo participado nos combates do Barué. Permaneceu ao serviço da Marinha Colonial até 1924.

Mais tarde, juntamente com a "Tete III", sofreu enormes danos provocados por um violento temporal. A "Salvador" não voltou a navegar, sendo finalmente abatida em 1928.

📐 Características Técnicas – Lancha Canhoneira "Salvador"

Ficha Técnica
Armamento 1 canhão-revólver de 37 mm; 1 metralhadora de 6,5 mm

Lancha Canhoneira "Tete III" (1920-1971)

A "Tete III" foi construída pela Yarrow & Co. em 1918. Posteriormente foi novamente lançada à água no Chinde, em 1920, iniciando uma longa carreira ao serviço da presença portuguesa em Moçambique.

Lancha Canhoneira Tete III (P371)

A "Tete III" serviu no Rio Zambeze durante várias décadas, mantendo-se em actividade até 1971. A sua longa permanência em serviço faz desta embarcação uma das unidades fluviais de maior longevidade entre as apresentadas neste artigo.

📐 Características Técnicas – Lancha Canhoneira "Tete III"

Ficha Técnica
Tipo Lancha-Canhoneira
Deslocamento 100 toneladas
Dimensões 22 m comp.; 6,10 m boca; 0,70 m calado
Armamento 2 peças de 47 mm; 2 metralhadoras
Propulsão 1 máquina de 70 H.P.; 1 roda de pás à ré
Velocidade 8 nós
Guarnição 6 marinheiros

🤔 Conclusão

As lanchas-canhoneiras "Zanha", "Salvador" e "Tete III" representam diferentes momentos da utilização de pequenas unidades navais portuguesas em Moçambique.

Desde os pequenos vapores adquiridos à Marinha Mercante, passando pelas embarcações empregues em operações no Barué, até à longa carreira fluvial da "Tete III" no Zambeze, estas unidades desempenharam funções importantes na história naval portuguesa em África.

A história destas embarcações mostra como unidades de reduzidas dimensões podiam assumir missões essenciais em ambientes onde a navegação fluvial e costeira exigia meios especialmente adaptados.


🧭

A Viagem Continua...

Explore mais embarcações históricas da Marinha Portuguesa nos artigos relacionados abaixo.

  • ⚓ Lanchas-Canhoneiras da Marinha Portuguesa

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