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⚓ NRP Medusa (1959-1976) — O Navio Americano que a Armada Transformou

Navios de Apoio

O NRP Medusa foi um antigo navio de desembarque norte-americano construído durante a Segunda Guerra Mundial. Depois de adaptado para funções especializadas, acabaria por integrar a Marinha Portuguesa como navio de apoio, desempenhando diferentes missões ao longo dos seus anos de serviço.

Transferido para Portugal ao abrigo do Mutual Defense Assistance Plan (MDAP), o navio recebeu uma nova vida ao serviço da Armada, sendo posteriormente adaptado para missões de apoio marítimo e de mergulho.

NRP Medusa (ex. USS Portunus ARC-1; ex. LSM-275)

📜 História e Emprego Operacional

Construído nos Estados Unidos em 1944, o navio teve inicialmente funções relacionadas com o desembarque. Posteriormente foi adaptado para desempenhar missões de lançamento e reparação de cabos submarinos, assumindo funções especializadas de apoio às operações marítimas.

Em 18 de novembro de 1959, foi transferido para Portugal ao abrigo do Mutual Defense Assistance Plan (MDAP), passando a integrar a Marinha Portuguesa como navio de apoio de mergulhadores.

Já ao serviço da Armada, o navio continuou a ser adaptado às necessidades nacionais. Em 24 de setembro de 1964, foi transferido para o Arsenal do Alfeite, onde foi submetido a modificações destinadas a transformá-lo num navio de apoio marítimo. Depois da transformação, ficou ligado ao Comando de Defesa Marítima da Guiné.


  NRP Medusa

O NRP Medusa, ex-USS Portunus (ARC-1) e anteriormente LSM-275, foi integrado na Marinha Portuguesa em 1959. A sua experiência anterior como navio de apoio e lançamento e reparação de cabos submarinos tornou-o particularmente útil para missões especializadas.

Ao longo da sua carreira portuguesa, o navio desempenhou funções de apoio marítimo e de mergulho, tendo sido posteriormente modificado para responder às necessidades operacionais da Armada.

NRP Medusa (1959–1976)

Foto Blog: barcoavista.blogspot.com/2010/08/navio-de-apoio-medusa.html


⚓ Transformação e Novas Missões

Uma das fases mais importantes da carreira portuguesa ocorreu em 1964, quando o NRP Medusa foi encaminhado para o Arsenal do Alfeite para ser transformado num navio de apoio marítimo.

Entre os equipamentos associados às suas funções encontravam-se os redutos porta-cabos, permitindo ao navio desempenhar tarefas relacionadas com cabos submarinos e apoio às operações marítimas.

Vista em planta da seção central do ex. USS Portunus (ARC 1)


📐  Características Técnicas

Ficha Técnica – NRP Medusa
Tipo Navio de Apoio
Deslocamento 1 220 toneladas
Comprimento 66,87 m
Boca 9,50 m
Calado 3,19 m
Propulsão 2 motores diesel de 2 800 hp
2 veios
Velocidade Máxima 12 nós
Guarnição 56 marinheiros

🔫 Armamento

  • 2 peças de 40 mm
  • 2 peças de 20 mm

O armamento ligeiro instalado no navio destinava-se à sua autodefesa e enquadrava-se nas necessidades operacionais de uma unidade de apoio.


⚓ Principais Funções

  • Apoio a mergulhadores
  • Apoio marítimo
  • Lançamento e reparação de cabos submarinos
  • Apoio às operações navais
  • Missões de apoio no âmbito da Defesa Marítima

🤔 Curiosidades

  • O navio foi construído nos Estados Unidos em 1944.
  • Antes de chegar a Portugal teve funções relacionadas com navios de desembarque.
  • Foi posteriormente adaptado para lançamento e reparação de cabos submarinos.
  • Foi transferido para Portugal em 18 de novembro de 1959 ao abrigo do MDAP.
  • Em 1964 foi modificado no Arsenal do Alfeite para funções de apoio marítimo.
  • Em julho de 1969, passou a chamar-se São Rafael e foi reclassificado como navio de apoio submarino.
  • Foi desarmado e abatido pela Marinha Portuguesa em 1976.

✍️ Conclusão

O NRP Medusa teve uma carreira particularmente diversificada ao serviço da Marinha Portuguesa. De antigo navio de desembarque norte-americano a unidade especializada de apoio marítimo, passou por várias transformações para responder às necessidades da Armada.

A sua história demonstra a importância dos navios de apoio, muitas vezes menos conhecidos do que as fragatas ou os submarinos, mas essenciais para garantir o funcionamento e a capacidade operacional das forças navais.

Entre 1959 e 1976, o navio deixou a sua marca na história da Marinha Portuguesa, terminando a carreira como São Rafael, depois de mais de três décadas desde a sua construção nos Estados Unidos.

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