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🛦 Aviões — LTV A-7 Corsair II

Aeronaves de Ataque

Desenvolvido nos Estados Unidos durante a década de 1960, o LTV A-7 Corsair II destacou-se como uma aeronave de ataque ao solo robusta, precisa e económica. Na Força Aérea Portuguesa (FAP), o Corsair II representou um enorme salto qualitativo nas capacidades de ataque e apoio aéreo aproximado.

Operado entre 1981 e 1999, o A-7 tornou-se a principal aeronave de ataque tático da FAP, assegurando a transição de Portugal para operações aéreas modernas totalmente integradas na NATO.


📜 História e Desenvolvimento

O A-7 Corsair II foi desenvolvido pela Ling-Temco-Vought (LTV) a partir do F-8 Crusader, com o objetivo de criar uma aeronave de ataque subsónica, de grande autonomia e elevada precisão. Entrou em serviço na Marinha dos EUA em 1967, destacando-se no conflito do Vietname.

A sua capacidade de transportar grande carga bélica, aliada a sistemas de navegação e ataque avançados para a época, tornaram-no extremamente atrativo para forças aéreas aliadas. Portugal adquiriu o Corsair II como solução intermédia antes da entrada em serviço do F-16.


  LTV A-7 Corsair II – Força Aérea Portuguesa

A partir de 1981 a Força Aérea Portuguesa recebeu um total de 50 aeronaves sendo 44 A-7P e 6 TA-7P (bilugares), designação específica para as aeronaves modernizadas segundo requisitos da FAP. As aeronaves equiparam a Esquadra 302 “Falcões”, sediada na Base Aérea nº 5 (Monte Real).

O A-7P permitiu à FAP executar missões de ataque de precisão, apoio aéreo aproximado e interdição aérea, com capacidade de operação diurna e noturna. A aeronave participou regularmente em exercícios internacionais da NATO, demonstrando elevada fiabilidade e eficácia.

A-7P Corsair II – Esquadra 302 “Falcões”

Apesar de subsónico, o Corsair II destacava-se pela estabilidade em baixa altitude, excelente autonomia e grande precisão no emprego de armamento, sendo ideal para missões de apoio às forças terrestres e ataques táticos. 

Nos 18 anos ao serviço da FAP foram perdidos 16 aparelhos em acidentes. Foram abatidos em julho de 1999


📐  Características Técnicas – LTV A-7P Corsair II

Ficha Técnica
Tipo Aeronave de ataque tático
Tripulação 1 piloto
Comprimento 14,06 m
Envergadura 11,80 m
Altura 4,90 m
Motor 1 × Allison TF41-A-2 turbofan
Velocidade Máxima 1 111 km/h (600 kn)
Alcance 1 981 km (1 230 mi)
Teto de Serviço 12 800 m

🔫 Armamento

  • 1 × canhão M61A1 Vulcan de 20 mm
  • Bombas convencionais e guiadas (Mk 82/83, Paveway)
  • Foguetes ar-solo
  • Mísseis AGM-65 Maverick
  • Tanques externos de combustível

🛰 Sensores e Sistemas

  • Radar de navegação e ataque
  • Sistema de navegação inercial
  • HUD (Head-Up Display)
  • Computador de ataque
  • Compatibilidade com pods laser

🪖 Missões e Emprego Operacional

  • Ataque tático ar-solo
  • Apoio aéreo aproximado (CAS)
  • Interdição aérea
  • Ataques de precisão
  • Operações conjuntas NATO
  • Dissuasão convencional

✍️ Conclusão

O A-7P Corsair II foi uma das aeronaves mais importantes da história moderna da Força Aérea Portuguesa. Durante quase duas décadas, garantiu uma capacidade de ataque eficaz, precisa e credível, sendo um pilar fundamental da integração de Portugal nas operações aéreas da NATO. O Corsair II deixou um legado de profissionalismo, robustez e excelência operacional na FAP.


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