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Ponte de Lima

Em pleno coração do Vale do Lima, a beleza castiça e peculiar da vila mais antiga de Portugal esconde raízes profundas e lendas ancestrais. 




Ponte Medieval Sobre o Rio Lima
Foi a Condessa D. Teresa de Leão quem, na longínqua data de 4 de Março de 1125, outorgou carta de foral à vila, referindo-se à mesma como Terra de Ponte.



Anos mais tarde, já no século XIV, D. Pedro I, atendendo à posição geo-estratégica de Ponte de Lima, mandou muralhá-la, pelo que o resultado final foi o de um burgo medieval cercado de muralhas e nove torres, das quais ainda restam duas, vários vestígios das restantes e de toda a estrutura defensiva de então, fazendo-se o acesso à vila através de seis portas.


Igreja de Santo António da Torre Velha


Capela do Anjo da Guarda
Chafariz Fonte Publica
Torre de São Paulo
Torre da Cadeia Velha


Igreja da Misericórdia

"(…) Um dos raros edifícios que ainda aqui [em Ponte de Lima] se conservam de pé é o palácio dos antigos alcaides-mores, viscondes de Vila Nova de Cerveira desde Afonso V, mais tarde marqueses de Ponte de Lima e primeira das famílias portuguesas cujo morgado teve o título de visconde.

Paço do Marquês
Este palácio, edificado numa das portas roqueiras da vila, que daí se chamou porta do paço dos viscondes, é uma linda construção do séc. XVI. A fachada, de uma leve e elegante curva reentrante, ladeada de duas torres quadradas, rendilhadas de ameias, consta de uma soberba porta e duas amplas janelas de lavores manuelinos. Depois da morte do último Marquês de Ponte de Lima - característico tipo do velho fidalgo português, que os amigos do conde de Castelo Melhor se lembrarão como eu de ter visto presidir aos seus jantares mais cerimoniosos invariavelmente embrulhados num gabão de briche - vendeu-se o paço dos viscondes a um alfaiate da localidade. Este artífice, impelido por um arrojado impulso profissional, começou a usufruir a legítima posse do monumento, deitando-lhe uns fundilhos. Assim foi que o atual senhor do histórico palácio dos alcaides-mores de Ponte de Lima me proporcionou a fantástica surpresa de ver aberta ao meio de cada uma das torres de estratégia feudal, inteiriças, fendidas de seteiras e coroadas de ameias góticas, uma grande janela de sacada, no mais chato e mais barato estilo de mestre de obras contemporâneas, com a sua caixilharia feita à máquina e a sua competente varanda de ferro fundido pintada a verde!…"

escritor Ramalho Ortigão, em "As Farpas"

Capela das Pereiras
A Capela de Nossa Senhora da Misericórdia das Pereiras foi mandada construir por Pedro Afonso Fiuza e sua mulher, Catarina Madriz, em 23 de Outubro de 1525, no local onde existia, desde tempos remotos, uma pequena ermida consagrada ao culto de Nossa Senhora da Mia, abreviatura de Misericórdia.

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