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✈️ Aviação Naval na década de 1940: Guardiões dos Céus e dos Oceanos na Segunda Guerra Mundial

Aviação Naval Portuguesa

Introdução

Entre a década de 1940 e o início dos anos 1950, a Aviação Naval Portuguesa modernizou significativamente os seus meios aéreos, integrando hidroaviões, aviões de treino, bombardeiros ligeiros e aeronaves de ligação adquiridas maioritariamente ao Reino Unido e aos Estados Unidos.

Estes aparelhos desempenharam funções essenciais de patrulhamento marítimo, instrução, reconhecimento e transporte, sendo posteriormente transferidos para a Força Aérea Portuguesa em 1952, com a criação da FAP.


Grumman G-21 Goose (1940-1952)

Adquiridos para a Aviação Naval Portuguesa, os Grumman G-21 Goose eram hidroaviões anfíbios adaptados em versão pura de hidroavião. Foram modificados para aumentar a autonomia, permitindo missões de longo alcance até aos Açores.

Grumman G-21 Goose

Em 1952 passaram da Aviação Naval para a Força Aérea.

📐 Características Técnicas – Grumman G-21 Goose

Ficha Técnica
Dimensões Envergadura 14,93 m; Comprimento 11,68 m; Altura 4,57 m
Motor 2 Pratt & Whitney R-985 de 450 hp
Velocidade 323 km/h
Armamento
Tripulação 8

Grumman G-44 Widgeon (1942-1952)

Utilizados em missões de transporte ligeiro, reconhecimento e fotografia aérea, os G-44 Widgeon reforçaram a capacidade operacional da Aviação Naval durante a Segunda Guerra Mundial.

 Grumman G. 44 Widgeon

Em 1952 passaram da Aviação Naval para a Força Aérea.

📐 Características Técnicas – Grumman G. 44 Widgeon

Ficha Técnica
Dimensões Envergadura 12,19 m; Comprimento 9,47 m; Altura 3,48 m
Motor 2 Ranger L-440-5 de 200 hp
Velocidade 246 km/h
Armamento
Tripulação 5

Airspeed Oxford Mk I/II (1943-1952)

Aeronaves de treino avançado usadas na formação de pilotos de multimotores, sendo essenciais na modernização da instrução aeronáutica naval.

Airspeed Oxford Mk I/II

A aquisição dos Oxford criou vários problemas na estrutura da AN. Dispondo do CAN do Bom Sucesso, em Lisboa, só utilizado por hidroaviões, e do CAN de Aveiro, S. Jacinto, cuja pista era curta para a operação dos bimotores, teve de recorrer às instalações da Portela de Sacavém, muito precárias, onde os aviões ficavam expostos ao clima.

📐 Características Técnicas – Airspeed Oxford Mk I/II

Ficha Técnica
Dimensões Envergadura 16,22 m; Comprimento 10,49 m; Altura 3,37 m
Motor 2 Armstrong Siddeley Cheetah X de 375 hp
Velocidade 300 km/h
Armamento Torre dorsal de tiro com duas metralhadoras “gémeas”.
Tripulação 5

Bristol Blenheim Mk IV F (1943-1948)

No dia 1 de Setembro de 1943 aterraram na BA1 os seis primeiros. Seguiram-se mais quatro, igualmente da versão Mk IV F, chegados a 16 de Setembro.

Bristol Blenheim Mk V

Caças-bombardeiros utilizados em missões de ataque e patrulhamento marítimo, com capacidade ofensiva significativa para a época.

📐 Características Técnicas – Bristol Blenheim Mk V

Ficha Técnica
Dimensões Envergadura 17,17 m; Comprimento 12,98 m; Altura 3,90 m
Motor Bristol Mercury XV de 920 hp
Velocidade 427 km/h
Armamento 2 metralhadoras Vickers K, de 7,7 mm
4 metralhadoras Browning, de 7,7 mm
Tripulação 3

DH-82A Tiger Moth II (1943-1952)

Em Outubro de 1943, a Aviação Naval (A.N.) recebeu 20 aviões DH-82A Tiger Moth II. Em Dezembro de 1944, a frota foi acrescida com dez DH-82A Tiger Moth II

Aeronave de treino elementar utilizada na instrução básica de pilotos da Aviação Naval.

DH-82A Tiger Moth II

Em 1952, os Tiger Moth da A.N. foram transferidos para a Força Aérea.

📐 Características Técnicas – DH-82A Tiger Moth II

Ficha Técnica
Dimensões Envergadura 8,92 m; Comprimento 7,27 m; Altura 2,68 m
Motor DH Gipsy Major I de 130 hp
Velocidade 182 km/h
Armamento
Tripulação 2

Short Sunderland Mk I (1943-1945)

Hidroavião de patrulhamento marítimo de longo alcance, utilizado em missões oceânicas, posteriormente abatido após acidente operacional.

Short Sunderland Mk I

No dia 8 de Março de 1944 o hidroavião empreendeu a viagem nocturna à Guiné. Pouco depois de completadas três horas de voo, quando passava ao largo do Arquipélago das Canárias, o hélice do motor interno direito soltou-se, danificando o hélice do motor externo da mesma asa. Nestas condições extremamente difíceis, com dois motores parados do mesmo lado, regressou penosamente a Lisboa, amarando no Rio Tejo.

📐 Características Técnicas – Short Sunderland Mk I

Ficha Técnica
Dimensões Envergadura 34,38 m; Comprimento 26,10 m; Altura 10 m
Motor 4 Bristol Pegasus XVIII de 1.050 hp
Velocidade 330 km/h
Armamento
Tripulação 12

Miles Martinet T.T. Mk I (1943-1952)

Aeronave de treino utilizada para reboque de alvos e exercícios de tiro aéreo.

Miles Martinet T.T. Mk I

Foram retirados de serviço em 1952, sem que tivessem sido transferidos para a Força Aérea Portuguesa.

📐 Características Técnicas – Miles Martinet T.T. Mk I

Ficha Técnica
Dimensões Envergadura 11,89 m; Comprimento 9,45 m; Altura 3,57 m
Motor Bristol Mercury XX de 820 hp
Velocidade 370 km/h
Armamento
Tripulação 2

Beaufighter TF Mk X (1945-1950)

Entre 13 e 28 de março de 1945 chegou a Portugal 16 Bristol Beaufighter TF Mk X , destinado à Esquadrilha B das Forças Aéreas da Armada (designação, na época, da Aviação Naval ), instalado no Aeroporto da Portela.

Beaufighter TF Mk X

Aeronave de ataque marítimo utilizada em missões ofensivas, com curta carreira na Aviação Naval Portuguesa.

📐 Características Técnicas – Beaufighter TF Mk X

Ficha Técnica
Dimensões Envergadura 17,62 m; Comprimento 12,70 m; Altura 4,20 m
Motor 2 Bristol Hércules XVII de 1.770 cv
Velocidade 515 km/h
Armamento 4 canhões de 20 mm no nariz do avião
4 metralhadoras de 7,7 mm na asa esquerda
2 metralhadoras de 7,7 mm na asa direita
Tripulação 2

Beechcraft AT-11 Kansan (1948-1952)

Aeronaves utilizadas para treino de bombardeamento e transporte ligeiro, sendo posteriormente transferidas para a Força Aérea Portuguesa.

Beechcraft AT-11 Kansan

📐 Características Técnicas – Beechcraft AT-11 Kansan

Ficha Técnica
Dimensões Envergadura 14,50 m; Comprimento 10,40 m; Altura 2,80 m
Motor 2 Pratt & Whitney R-985 de 450 hp
Velocidade 370 km/h
Armamento
Tripulação 6–8

🤔 Conclusão

Este conjunto de aeronaves marcou o inicio da fase final da Aviação Naval Portuguesa, preparando a transição para a Força Aérea Portuguesa em 1952 e consolidando a experiência operacional em missões aéreas navais.

⚓ Uma fase decisiva na evolução da aviação militar portuguesa.


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A Viagem Continua...

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