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💵 BNU: Inicio da "Pataca" de Timor-Leste "Emissão Simples" (1915-1948)

Em Timor Português, a circulação de notas expressas em patacas teve início no início do século XX, associada à instalação do Banco Nacional Ultramarino em Díli. Estas emissões constituem um capítulo singular da história monetária colonial portuguesa.

Este artigo analisa as principais emissões fiduciárias em patacas destinadas especificamente a Timor, colocadas em circulação entre 1915 e 1948.


🧾 Enquadramento histórico

O Banco Nacional Ultramarino abriu a sua agência em Díli em Abril de 1912, passando a assegurar o abastecimento monetário da colónia. Até então, a circulação monetária era irregular e dependente de moedas estrangeiras e numerário metálico escasso.

As notas emitidas para Timor tinham equivalência direta à pataca de Macau, sendo subdivididas em 100 avos. Embora datadas de 1 de Janeiro de 1910, apenas entraram efetivamente em circulação a partir de Março de 1915.


🦅 Emissões Fiduciárias de Timor (1915–1948)

Nota $1 Pataca

Primeira emissão: Março de 1915
Retirada da circulação: 31 de Março de 1948

Denominação básica do sistema fiduciário timorense, amplamente utilizada nas transações quotidianas e essencial ao funcionamento económico local.

Nota $5 Patacas

Primeira emissão: Março de 1915
Retirada da circulação: 31 de Março de 1948

Nota de uso corrente em pagamentos de maior vulto, refletindo a consolidação da pataca como unidade monetária dominante em Timor Português.

Nota $10 Patacas

Primeira emissão: Março de 1915
Retirada da circulação: 31 de Março de 1948

Denominação intermédia, associada a operações comerciais, pagamentos institucionais e circulação urbana.

Nota $20 Patacas

Primeira emissão: Setembro de 1920
Retirada da circulação: 31 de Março de 1948

A mais elevada denominação timorense, associada a operações comerciais de grande escala e de circulação mais restrita.


🎨 Design e Aspetos Técnicos

As notas em patacas destinadas a Timor Português seguem os modelos gráficos padronizados do Banco Nacional Ultramarino, comuns a outras praças ultramarinas, embora sem menções explícitas à colónia no texto impresso.

O desenho caracteriza-se por uma composição simétrica, com enquadramentos ornamentais de inspiração clássica, tipografia elaborada e impressão a várias cores, visando dificultar a falsificação e reforçar a credibilidade fiduciária da emissão.

As legendas e valores são apresentados em patacas, acompanhados da subdivisão em avos, mantendo a equivalência direta com a pataca de Macau. O papel utilizado é de boa gramagem, geralmente com marcas de água institucionais visíveis à transparência.

Do ponto de vista técnico, estas notas apresentam numeração tipográfica sequencial, assinaturas manuscritas ou impressas dos responsáveis do banco e, em algumas séries, variações cromáticas subtis, de particular interesse para a notafilia especializada.


🕰️ O fim da Pataca em Timor

A retirada das notas em patacas ocorreu em 1948, no contexto da reorganização monetária do Ultramar e da progressiva integração nos sistemas financeiros controlados a partir de Lisboa.


👉 Importância Numismática

  • Emissões exclusivas para Timor;
  • Ligação direta à pataca de Macau;
  • Baixa sobrevivência em bons estados;
  • Elevado valor histórico e colonial.

🔗 Artigos relacionados:


Post dedicado às emissões fiduciárias em patacas destinadas a Timor Português entre 1915 e 1948.

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