⚓ Classe "Ivens": As Lanchas-Canhoneiras das Campanhas de Moçambique (1894–1908)
As lanchas-canhoneiras "Ivens" e "Capello" foram construídas em Inglaterra, nos estaleiros Yarrow, para servir a Marinha Portuguesa nas campanhas militares em Moçambique durante o final do século XIX.
Concebidas para operar em rios africanos, possuíam um reduzido calado que lhes permitia navegar em águas pouco profundas, desempenhando missões de patrulhamento, transporte de tropas e apoio às operações militares no interior do território.
Lanchas-Canhoneiras Classe "Ivens"
As lanchas da Classe "Ivens" foram desenvolvidas para responder às necessidades operacionais da Marinha Portuguesa em Moçambique, onde a navegação fluvial desempenhava um papel essencial na projeção da autoridade portuguesa. O seu pequeno porte e elevada manobrabilidade tornavam-nas particularmente eficazes em rios e lagoas.
Lancha-Canhoneira "Ivens" (1894–1906)
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| Lancha-Canhoneira "Ivens" (1894–1906) |
A "Ivens" integrou a Esquadrilha de Gaza, participando em operações de patrulhamento e apoio às campanhas militares portuguesas no sul de Moçambique. A sua capacidade de operar em águas de reduzida profundidade tornou-a uma unidade particularmente útil nas operações fluviais.
Lancha-Canhoneira "Capello" (1895–1908)
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| Lancha-Canhoneira "Capello" (1895–1908) |
A "Capello" operou no rio Inharrime e integrou a Esquadrilha do Limpopo, destacando-se durante as campanhas de Moçambique. Teve um papel importante nas operações que conduziram à rendição e captura de Gungunhana (o último imperador do Império de Gaza), sendo abatida ao efetivo em 1908.
📐 Características Técnicas – Classe "Ivens"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Deslocamento | 21 toneladas |
| Dimensões | 26,5 m de comprimento; 5,48 m de boca; 0,38 m de calado |
| Armamento | 2 peças de 47 mm; 2 metralhadoras de cinco canos de 11 mm |
| Propulsão | 2 máquinas horizontais de alta pressão de 36 h.p. |
| Velocidade | 8 nós |
| Guarnição | 21 marinheiros |
🤔 Conclusão
As lanchas-canhoneiras da Classe "Ivens" desempenharam um papel relevante nas campanhas militares portuguesas em Moçambique, demonstrando a importância das pequenas unidades fluviais na afirmação da soberania e no apoio às operações terrestres.
Graças ao seu reduzido calado e elevada mobilidade, conseguiram operar em zonas inacessíveis para navios de maior dimensão, tornando-se elementos fundamentais da estratégia naval portuguesa em África no final do século XIX.
⚓ Pequenas embarcações que escreveram uma página importante da história naval portuguesa em Moçambique.
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