⚓ Classe "Lacerda": Vigilância e Soberania nos Rios Africanos (1895–1907)
As Lanchas-Canhoneiras Classe "Lacerda" foram pequenas embarcações fluviais construídas em Inglaterra em 1895 para reforçar a presença da Marinha Portuguesa nas colónias africanas.
O seu reduzido calado permitia operar em rios e estuários, desempenhando missões de patrulhamento, apoio às forças terrestres, fiscalização e afirmação da soberania portuguesa nos territórios ultramarinos.
Lanchas-Canhoneiras Classe "Lacerda"
Construídas nos estaleiros ingleses, estas embarcações foram especialmente concebidas para o serviço colonial, navegando em águas pouco profundas graças ao seu reduzido calado.
Lancha-Canhoneira "Lacerda" (1895–1906)
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| Lancha-Canhoneira "Lacerda" (1895–1906) |
A "Lacerda" integrou a flotilha colonial portuguesa, operando em missões de vigilância fluvial, transporte e apoio militar nas possessões ultramarinas, onde a mobilidade em rios era essencial para o sucesso das operações.
Lancha-Canhoneira "Serpa Pinto" (1895–1907)
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| Lancha-Canhoneira "Serpa Pinto" (1895–1907) |
A "Serpa Pinto", gémea da "Lacerda", desempenhou igualmente missões de patrulhamento e apoio às autoridades coloniais, contribuindo para o controlo da navegação e para a presença permanente da Marinha Portuguesa nos territórios africanos.
📐 Características Técnicas – Classe "Lacerda"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Deslocamento | 40 toneladas |
| Dimensões | 17,37 m de comprimento; 4,03 m de boca; 0,30 m de calado |
| Armamento | 2 peças de 37 mm; 2 metralhadoras de 11 mm |
| Propulsão | 1 máquina de alta pressão de 70 h.p.; 1 roda de pás |
| Velocidade | 10 nós |
| Guarnição | 27 marinheiros |
🤔 Conclusão
As Lanchas-Canhoneiras Classe "Lacerda" foram embarcações essenciais para a estratégia naval portuguesa em África durante o final do século XIX. O seu reduzido porte e elevada capacidade de navegação fluvial permitiram-lhes cumprir importantes missões de patrulhamento, fiscalização e apoio às operações militares nas colónias.
⚓ Pequenas embarcações que desempenharam um papel importante na consolidação da presença portuguesa em África.
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