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💴 Cédulas Municipais da Região Norte: "Dinheiro de Emergência" na Monarquia (1891-1899)

🪙 Dinheiro de Emergência na Monarquia PortuguesaCédulas Municipais da Região Norte, emitidas entre 1891 e 1899, como resposta local à crise monetária do final do século XIX.

🧾 Contexto Histórico

A profunda crise financeira de 1891, marcada pela suspensão da conversibilidade em ouro, pela falência de instituições bancárias e pela escassez crónica de moeda metálica, afetou de forma severa a economia portuguesa.

Perante a falta de numerário para os pagamentos quotidianos, multiplicaram-se por todo o país emissões de dinheiro fiduciário de emergência, agora sob responsabilidade não apenas do Estado, mas também de Câmaras Municipais, associações comerciais e entidades locais.

Na Região Norte, esta resposta foi particularmente expressiva, refletindo a forte atividade comercial e industrial da zona.


💵 Cédulas Municipais Emitidas

As emissões municipais destinavam-se sobretudo a suprir a falta de moeda de troco, circulando localmente com aceitação generalizada.

🏛️ Câmara Municipal do Porto (1891)

Cédula $50 Réis
Cédula $100 Réis
Cédula $200 Réis

Emitidas pela Câmara Municipal do Porto, estas cédulas tiveram um papel crucial no comércio urbano, transportes e pequenos pagamentos, num dos principais centros económicos do país.

Primeira emissão: 1891
Retirada da circulação: Final da década de 1890


🎓 Atheneu Commercial de Braga

Cédula $50 Réis
Cédula $100 Réis

O Atheneu Commercial de Braga, enquanto instituição ligada à formação e ao comércio local, emitiu cédulas destinadas a facilitar as transações na cidade e na sua área envolvente.

Estas emissões refletem a iniciativa privada e associativa na mitigação dos efeitos da crise monetária.


🏭 Riba D’Ave – Zona Industrial

Cédula $500 Réis
Cédula $1000 Réis

Em Riba D’Ave, importante núcleo industrial têxtil (Vila Nova de Famalicão), as cédulas de maior valor facial evidenciam a necessidade de assegurar pagamentos em ambientes fabris e comerciais com elevada circulação monetária.

Estas emissões distinguem-se por valores mais elevados face às restantes cédulas de emergência, refletindo a escala da atividade económica local.


🏷️ Design e Características

As cédulas municipais de emergência apresentam características comuns:

  • Formato simples e funcional;
  • Impressão tipográfica rudimentar;
  • Referência explícita à entidade emissora;
  • Numeração e assinaturas manuscritas ou impressas;
  • Ausência quase total de elementos de segurança.

🔍 A prioridade era a rapidez de emissão e a confiança local, não a sofisticação gráfica.


🕰️ Circulação e Retirada

Estas cédulas circularam sobretudo a nível local e regional(Norte, Centro e Área de Lisboa), sendo aceites pela população enquanto persistiu a escassez de moeda metálica.

Com a progressiva normalização do sistema monetário e a reintrodução de moeda metálica (especialmente em níquel), foram gradualmente retiradas de circulação ao longo do final da década de 1890.


👉 Importância Numismática

O dinheiro de emergência municipal é hoje altamente valorizado por colecionadores:

  • Pela forte ligação à crise de 1891;
  • Pela diversidade de entidades emissoras;
  • Pela circulação limitada e local;
  • Pelo elevado valor histórico e documental.

🔍 Exemplares bem conservados, sobretudo de emissões menos comuns, são hoje raros e muito procurados no mercado numismático.


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Post dedicado às Cédulas Municipais da Região Norte enquanto dinheiro de emergência na Monarquia Portuguesa (1891–1899).

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