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💵 Banco de Portugal na Crise Financeira (1891–1899)

🏦 Banco de Portugal na Crise Financeira (1891–1899) – Emissões fiduciárias extraordinárias que marcaram um dos períodos mais difíceis da economia portuguesa no final do século XIX.

🧾 Contexto Histórico

A crise financeira de 1891, desencadeada pelo colapso do crédito externo, pelo Ultimato Inglês e pela subsequente suspensão da conversibilidade do papel-moeda em ouro, provocou uma profunda instabilidade no sistema monetário português.

Neste contexto, o Banco de Portugal, enquanto banco emissor, foi obrigado a reforçar rapidamente a circulação fiduciária, emitindo notas de pequeno, médio e grande valor, destinadas a suprir a escassez de numerário metálico e a manter o funcionamento da economia.


💵 Emissões do Banco de Portugal (1891–1899)

As emissões deste período refletem tanto as necessidades do comércio diário como as grandes transações financeiras e estatais.


🪙 Notas de Pequeno Valor

Essenciais para o quotidiano da população, estas notas garantiram a continuidade das trocas comerciais mais simples.

Cédula $500 Réis

Cédula $500 Réis (1891) – Primeira resposta imediata à crise monetária.

Nota 1$000 Réis

Nota 1$000 Réis (1896–1902) – Valor intermédio, amplamente utilizada no comércio urbano.

Nota 2$500 Réis

Nota 2$500 Réis (1893–1904) – Fundamental para pagamentos correntes e salários.

Nota 5$000 Réis

Nota 5$000 Réis (1898) – Transição entre pequeno e médio valor.

Estas notas circularam intensamente durante toda a década de 1890, sofrendo forte desgaste devido ao uso contínuo.


🏛️ Notas de Médio Valor

Destinadas a operações comerciais mais relevantes e à administração pública, estas emissões ganharam destaque durante a instabilidade financeira.

Nota 10$000 Réis

Nota 10$000 Réis (1894–1902) – Uma das mais representativas do período.

Nota 20$000 Réis

Nota 20$000 Réis (1898–1909) – Usada em transações comerciais de maior escala.


💰 Notas de Grande Valor

As notas de alto valor facial destinavam-se sobretudo a operações bancárias, pagamentos do Estado e grandes casas comerciais.

Nota 50$000 Réis

Nota 50$000 Réis (1898) – Emissão pontual num contexto de forte pressão financeira.

Nota 50$000 Réis

Nota 50$000 Réis (1893–1909) – Instrumento-chave para grandes transações.

Nota 100$000 Réis

Nota 100$000 Réis (1894–1909) – Símbolo máximo da emissão fiduciária do período monárquico tardio.

Estas notas revelam a necessidade do Estado em manter a confiança no sistema bancário, apesar da ausência de lastro metálico.


🎨 Design e Características

  • Gravura clássica de influência académica;
  • Elementos decorativos e alegóricos;
  • Assinaturas manuscritas dos responsáveis do Banco;
  • Numeração tipográfica;
  • Ausência de conversibilidade em ouro após 1891.

🔍 Apesar da crise, o Banco de Portugal manteve elevados padrões gráficos e técnicos nas suas emissões.


🕰️ Circulação e Pós-Crise

Muitas destas notas continuaram em circulação até à primeira década do século XX, atravessando a queda da Monarquia em 1910 e servindo de base ao sistema fiduciário da futura República.


👉 Importância Numismática

  • Testemunho direto da crise financeira de 1891;
  • Grande diversidade de valores e datas;
  • Notas emblemáticas do final da Monarquia;
  • Elevado interesse histórico e colecionista.

🔎 Exemplares em bom estado de conservação, sobretudo dos valores elevados, são hoje particularmente valorizados no mercado numismático.


🔗 Artigos relacionados:


Post dedicado às emissões do Banco de Portugal durante a crise financeira de 1891–1899, um período decisivo da história monetária portuguesa.

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