Partilha

⚓ Pequenas e Poderosas: Canhoneiras da década de 1860

Introdução

As canhoneiras portuguesas da segunda metade do século XIX desempenharam um importante papel na defesa dos interesses marítimos e coloniais portugueses. Estas embarcações operaram em territórios ultramarinos como Angola, Guiné, Moçambique, Macau e Timor, assegurando missões de soberania, patrulhamento, escolta e transporte.

📑 Índice

Canhoneira "Camões" (1865-1876)

Canhoneira de madeira da província de Macau que foi mandada construir em 1864. Era uma escuna de vapor que, em 1874, passou ao serviço da Armada como canhoneira.

Canhoneira "Camões"

Prestou serviço em Macau e na China, desempenhando missões de presença naval e patrulhamento marítimo.

Em 1876 foi mandada passar ao estado de desarmamento, sendo vendida no mesmo ano.

📐 Características Técnicas – Canhoneira "Camões"

Ficha Técnica
Deslocamento 136 toneladas
Dimensões 1,81 m calado
Propulsão 1 máquina de 30 h.p.; 1 veio
Velocidade 7 nós
Armamento 3 peças
Guarnição 50 marinheiros

Canhoneiras Classe "Zarco"

Canhoneira "Zarco"

As canhoneiras desta classe foram construídas no Arsenal de Lisboa, à exceção da "Zarco", construída em Inglaterra. Estas embarcações desempenharam missões em várias estações navais ultramarinas portuguesas.

Canhoneira "Zarco" (1865-1876)

O vapor "Zarco" foi construído em Liverpool pela casa inglesa Birkenhead Iron Works de Laird Brothers. Foi lançado à água em 15 de Novembro de 1864 e entregue a Portugal em 18 de Março de 1865.

Era um navio forte e elegante, construído em madeira. Em 1869 foi considerado canhoneira. As suas qualidades náuticas foram consideradas fracas e a artilharia pouco eficaz.

Serviu na Estação Naval da América do Sul, Cabo Verde, Guiné e Moçambique. Desempenhou comissão ao Brasil e integrou uma expedição militar enviada ao distrito da Guiné.

Em 1865 deu comboio ao vapor "Mindelo", que conduzia o Rei a Setúbal.

Foi mandada desarmar por Portaria de 1 de Dezembro de 1875. Em 26 de Setembro de 1877 foi entregue à Alfândega.

Canhoneira "Tejo" (1869-1898)

A canhoneira "Tejo" foi lançada à água em Lisboa em 15 de Março de 1869.

Canhoneira "Tejo" (1869-1898)

Prestou serviço na Guiné, Cabo Verde, Macau, Timor, Angola e Moçambique, participando em missões de soberania e patrulhamento colonial.

Em 1898 passou ao estado de desarmamento, sendo abatida ao efetivo em 1900.

Canhoneira "Douro" (1873-1897)

Canhoneira de madeira lançada à água em Lisboa em 11 de Junho de 1873.

Canhoneira "Douro" (1873-1897)

Prestou serviço em Moçambique, Angola e Ajuda, desempenhando funções de patrulhamento e presença naval.

Em 1897 desarmou, foi abatida ao efetivo em 1900 e vendida em 1911.

Canhoneira "Quanza" (1877-1900)

Canhoneira de madeira lançada à água em Lisboa em 26 de Setembro de 1877.

Canhoneira "Quanza" (1877-1900)

Prestou serviço em Angola, Ajuda, Cabo Verde e Moçambique, assegurando missões de soberania e apoio às forças coloniais portuguesas.

Em 1897 foi mandada passar ao estado de completo desarmamento e vendida em 1900.

📐 Características Técnicas – Classe "Rio Lima"

Ficha Técnica
Deslocamento 587 toneladas
Dimensões 43,58 m comp.; 7,92 m boca; 3,35 m calado
Propulsão 1 máquina horizontal de baixa pressão de 100 h.p.; 1 veio 
Velocidade 10 nós
Armamento 2 rodízios de 150 mm
Guarnição 100 marinheiros

🤔 Conclusão

As canhoneiras portuguesas do século XIX desempenharam um papel importante na manutenção da autoridade marítima portuguesa nos territórios ultramarinos. Apesar das suas dimensões relativamente reduzidas, estas embarcações revelaram-se essenciais para o patrulhamento costeiro, transporte militar e presença naval.

A combinação entre vela e propulsão a vapor permitiu uma maior flexibilidade operacional numa época de transição tecnológica da navegação militar.

⚓ Pequenas embarcações, mas fundamentais para a presença naval portuguesa além-mar.


🧭

A Viagem Continua...

Explore mais embarcações históricas da Marinha Portuguesa nos artigos relacionados abaixo.

⚓ Vela e Vapor: As Canhoneiras da década de 1870 que Mudaram a Marinha Portuguesa 

Comentários

Partilha

Mensagens populares deste blogue

Trilho Lagoa das Furnas e Salto do Rosal (PRC06 SMI)

Mont Saint-Michel: ✨ A Ilha Que Parece Sair de um Sonho”

Vila Franca do Campo: 🏖️ Entre Praias Secretas e Refúgios à Beira do Atlântico

Trilho Ribeira do Faial da Terra (PR11 SMI)

Passos Urbanos por Lisboa: ⚽ Dos Estádios ao Marquês de Pombal