⚓ Castor e Algol (1964-1972) — Duas Pequenas Lanchas, Grandes Missões
As lanchas de fiscalização Castor e Algol integraram a Marinha Portuguesa durante a década de 1960, desempenhando missões de patrulhamento e fiscalização em diferentes territórios ultramarinos. Eram unidades de pequenas dimensões, mas adaptadas para operar em águas costeiras e interiores, onde a sua reduzida calagem constituía uma importante vantagem operacional.
📜 História e Emprego Operacional
Durante a década de 1960, a Marinha Portuguesa recorreu a pequenas unidades de fiscalização para reforçar a sua capacidade de patrulhamento em zonas costeiras, rios e lagos dos territórios ultramarinos. Entre estas unidades encontravam-se as lanchas Castor e Algol, destinadas a missões onde a rapidez, o reduzido calado e a facilidade de operação eram fundamentais.
NRP Castor (1964–1968)
A NRP Castor foi construída nos Estaleiros Navais do Mondego, na Figueira da Foz, entrando ao serviço da Armada em 1964. A sua carreira foi relativamente curta, mas ficou marcada pela sua utilização em África.
Atribuída ao Comando Naval de Moçambique, a lancha foi transportada por via terrestre até ao Lago Niassa, onde desempenhou funções de fiscalização. Em 1968, foi transferida para a Marinha do Malawi, recebendo o nome JOHN CHILOMBWE.
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| NRP Castor |
📐 Características Técnicas
| Ficha Técnica – NRP Castor | |
|---|---|
| Tipo | Lancha de Fiscalização Pequena |
| Deslocamento | 22 toneladas standard / 28 toneladas máximo |
| Comprimento | 17,63 m |
| Boca | 3,98 m |
| Calado | 1,00 m |
| Armamento | 1 peça Oerlikon de 20 mm |
| Propulsão | 2 motores diesel Cummins de 400 b.h.p.; 2 veios; 15 nós |
| Guarnição | 7 marinheiros |
NRP Algol (1964–1972)
A NRP Algol foi construída nos estaleiros Argibay, em Alverca, entrando ao serviço da Armada em 19 de outubro de 1964. Esta lancha de fiscalização esteve ao serviço português até janeiro de 1972.
Entre 1964 e 1971, navegou nas águas territoriais de Angola, realizando missões de fiscalização e presença naval. Durante esse período visitou diversos locais, entre os quais Luanda, Sazaire, Fuma-Fuma, Quissanga, Quiquembe, Lucala, Ambriz, Galinholas, Ponta das Palmeiras e Bom Jesus.
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| NRP Algol (1964–1972) |
📐 Características Técnicas
| Ficha Técnica – NRP Algol | |
|---|---|
| Tipo | Lancha de Fiscalização Pequena |
| Deslocamento | 24 toneladas |
| Comprimento | 15,20 m |
| Boca | 4,00 m |
| Calado | 0,70 m |
| Armamento | 2 metralhadoras de 12,7 mm |
| Propulsão | 2 motores diesel Cummins de 244 h.p.; 2 veios; 12,5 nós |
| Guarnição | 7 marinheiros |
🤔 Curiosidades
- A NRP Castor foi transportada por via terrestre até ao Lago Niassa.
- A Castor foi posteriormente transferida para a Marinha do Malawi, onde recebeu o nome JOHN CHILOMBWE.
- A NRP Algol operou durante vários anos nas águas territoriais de Angola.
- Apesar das suas pequenas dimensões, estas lanchas permitiam à Marinha manter uma presença permanente em zonas de difícil acesso para unidades maiores.
✍️ Conclusão
As NRP Castor e NRP Algol representam uma faceta menos conhecida da história naval portuguesa. Pequenas, rápidas e com capacidade para operar em águas pouco profundas, estas unidades foram importantes ferramentas de fiscalização e presença naval durante um período particularmente exigente para a Armada.
A história da Castor, transportada até ao Lago Niassa, e da Algol, que percorreu as águas de Angola, mostra bem como a Marinha Portuguesa adaptava os seus meios às exigências operacionais de cada território.
Estive no Niassa em 1969/1971 e conheci essa lancha já pertencente ao Malawi
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