🚁 Super Lynx: O Regresso da Aviação Naval
Há máquinas que se tornam parte da história de uma força naval. O Westland Super Lynx Mk.95 é, sem dúvida, uma delas. Desde 1993 que estes helicópteros fazem parte da Marinha Portuguesa, funcionando como uma verdadeira extensão das fragatas e dos seus sensores e sistemas de armas.
Conhecidos durante muitos anos como as “Asas da Marinha”, os Lynx tornaram-se uma presença habitual nos navios portugueses e em inúmeras missões no mar. Pequenos quando comparados com as fragatas que os transportam, mas extremamente versáteis, estes helicópteros aumentaram significativamente a capacidade de vigilância, reconhecimento e intervenção da Marinha.
Neste post ficam algumas imagens dos Super Lynx Mk.95 da Marinha Portuguesa, incluindo os exemplares com os números de cauda 19201, 19202 e 19203, verdadeiros protagonistas de mais de três décadas de Aviação Naval.
📖 Índice
⚓ A chegada dos Lynx à Marinha Portuguesa
A história do Lynx na Marinha Portuguesa começou em 1993, quando Portugal recebeu cinco helicópteros Westland Super Lynx Mk.95, associados à entrada ao serviço das fragatas da classe Vasco da Gama.
A aquisição destes helicópteros representou um importante salto na capacidade operacional da Marinha. O Lynx foi concebido para operar a partir de navios de guerra e, no caso português, passou a funcionar como um verdadeiro meio orgânico das fragatas, permitindo levar os olhos e os sensores do navio muito mais longe.
A própria Marinha Portuguesa destaca que o Lynx foi adquirido para funcionar como extensão das armas e sensores das fragatas, permitindo realizar missões num espectro bastante alargado.
|
|
| Super Lynx Mk.95 |
🚁 Características e capacidades
O Super Lynx Mk.95 é um helicóptero naval concebido para operar a partir de navios de guerra. A sua configuração permite-lhe cumprir diferentes tipos de missões, tornando-o particularmente adequado às necessidades de uma força naval moderna.
A sua principal vantagem está precisamente na versatilidade. Apesar das suas dimensões relativamente compactas, o Lynx pode ser utilizado em missões de luta antissubmarina, luta antissuperfície, vigilância e interdição marítima, bem como em tarefas de reconhecimento, transporte e busca e salvamento.
Esta capacidade permite que uma fragata aumente consideravelmente a área que consegue observar e controlar. O helicóptero pode afastar-se do navio, procurar e acompanhar contactos e regressar posteriormente ao convés da fragata.
|
|
| Helicóptero Super Lynx Mk.95 (19201) |
📐 Ficha Técnica – Westland Super Lynx Mk.95
| Dados Técnicos | |
|---|---|
| Tipo | Helicóptero naval multifunções |
| Fabricante | Westland Helicopters |
| Versão portuguesa | Super Lynx Mk.95 / Mk.95A |
| Tripulação | 2 a 3 elementos, conforme a missão |
| Comprimento | 15,16 m |
| Diâmetro do rotor principal | 12,80 m |
| Altura | 3,76 m |
| Motor | 2 × Rolls-Royce Gem 42 |
| Potência | ≈ 1 120 shp por motor |
| Velocidade máxima | ≈ 290 km/h |
| Autonomia | ≈ 540 km |
| Teto de serviço | ≈ 3 200 m |
| Peso máximo à descolagem | ≈ 5 330 kg |
| Capacidade | Até 9 passageiros, dependendo da configuração |
| Armamento | Configuração para torpedos e armamento de emprego naval |
| Principais missões | Luta antissubmarina, luta antissuperfície, vigilância, reconhecimento, transporte e busca e salvamento |
🌊 Missões no mar
Ao longo da sua carreira, os Lynx portugueses participaram numa enorme variedade de missões e exercícios. A sua utilização está diretamente ligada à capacidade das fragatas onde embarcam, funcionando como um elemento complementar aos meios de superfície.
Entre as principais missões encontram-se a luta antissubmarina, a luta antissuperfície e a interdição marítima. A estas juntam-se missões de reconhecimento, vigilância, transporte de carga e pessoal, evacuação médica e busca e salvamento.
A sua presença a bordo das fragatas permite também apoiar operações internacionais e missões de segurança marítima, incluindo ações de combate à pirataria e outras operações de vigilância e controlo no mar.
| Helicóptero Super Lynx Mk95 (19202) |
🔧 O programa de modernização
Depois de mais de duas décadas de serviço, os cinco Lynx atingiram a condição de meia-vida e tornou-se necessário modernizar vários dos seus sistemas. Em 2016 foi iniciado um programa destinado a prolongar a vida operacional das aeronaves e melhorar as suas capacidades.
A modernização incluiu a instalação de novos motores, alterações nos sistemas aviónicos e de navegação, um novo painel de instrumentos e a substituição do antigo guincho hidráulico de salvamento por um sistema elétrico.
Foi também instalado um sistema destinado a reduzir as vibrações do rotor principal, contribuindo para melhorar a operação e a segurança da aeronave.
O resultado foi a evolução do Lynx Mk.95 para o padrão Mk.95A, permitindo que estes helicópteros continuassem a desempenhar a sua função como meios orgânicos das fragatas portuguesas.
|
|
| Helicóptero Super Lynx Mk.95 (19203) |
Os cinco Lynx da Marinha
A Marinha Portuguesa recebeu um total de cinco helicópteros Lynx. Ao longo dos anos, estas aeronaves acumularam milhares de horas de voo e participaram em inúmeras missões nacionais e internacionais.
Os números de cauda atribuídos aos cinco aparelhos são:
- 19201
- 19202
- 19203
- 19204
- 19205
Estes cinco helicópteros formam uma das mais reconhecidas componentes da Aviação Naval portuguesa. A sua operação está atualmente associada às fragatas das classes Vasco da Gama e Bartolomeu Dias.
Mais do que simples aeronaves, os Lynx representam uma capacidade que permite à Marinha portuguesa ampliar significativamente o alcance das suas fragatas e responder a diferentes tipos de situações no ambiente marítimo.
|
| Helicóptero Lynx Mk.95 no convés |
✍️ Conclusão
Mais de três décadas depois da sua chegada a Portugal, o Lynx continua a ser uma das imagens mais marcantes da Aviação Naval portuguesa.
Desde 1993, estes helicópteros têm acompanhado as fragatas portuguesas em missões de vigilância, segurança marítima, busca e salvamento, luta antissubmarina e luta antissuperfície, demonstrando uma enorme capacidade de adaptação.
A modernização para o padrão Mk.95A permitiu atualizar uma plataforma com muitos anos de serviço e garantir a continuidade desta importante capacidade operacional da Marinha.
Nas fotografias deste post ficam registados alguns destes protagonistas: os 19201, 19202 e 19203. Diferentes aeronaves, diferentes missões e diferentes momentos, mas todas fazem parte da história das “Asas da Marinha”.
Comentários
Enviar um comentário