⚓ Classe Tridente: O Poder Silencioso nas Profundezas do Atlântico
A Classe Tridente representa uma das mais modernas gerações de submarinos convencionais ao serviço da Marinha Portuguesa. Concebidos para operar de forma discreta e prolongada, estes submarinos constituem importantes meios para missões de vigilância, reconhecimento, recolha de informação e defesa dos interesses nacionais no espaço marítimo.
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| Submarinos Classe Tridente |
A classe é constituída pelos submarinos NRP Tridente e NRP Arpão, duas unidades que introduziram na Marinha Portuguesa novas capacidades tecnológicas e operacionais, incluindo um sistema de propulsão independente do ar (AIP).
A utilização de um sistema de propulsão AIP – Air Independent Propulsion permite aumentar significativamente a capacidade de permanência em imersão, reduzindo a necessidade de vir à superfície ou utilizar o snorkel para renovar o ar e carregar as baterias.
📑 Índice
⚓ NRP "Tridente" (S160)
O NRP Tridente é o primeiro submarino da Classe Tridente. Esta unidade representa um salto tecnológico relativamente às gerações anteriores de submarinos convencionais utilizados pela Marinha Portuguesa.
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| Submarino NRP Tridente |
O seu perfil operacional combina discrição acústica, autonomia e capacidade de ataque, permitindo desempenhar missões de vigilância e controlo de áreas marítimas, recolha de informações e operações de combate.
⚓ NRP "Arpão" (S161)
O NRP Arpão é o segundo submarino da Classe Tridente. Tal como o seu navio-irmão, dispõe de sistemas modernos destinados a garantir elevada capacidade de operação em imersão e grande discrição durante as missões.
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| Submarino NRP Arpão |
A integração do NRP Arpão reforçou a capacidade submarina portuguesa, permitindo à Marinha operar com uma classe moderna de submarinos convencionais dotados de sistemas avançados de propulsão, sensores e armamento.
⚓ Características Técnicas
| Ficha Técnica – Classe Tridente | |
|---|---|
| Tipo | Submarino |
| Deslocamento | 1 842 t (à superfície); 2 020 t (em imersão) |
| Dimensões | 68 m comp.; 6,35 m boca; 6,6 m calado |
| Armamento | Sistema de lançamento para 6 mísseis Harpoon UGM-84 e 12 torpedos |
| Propulsão |
2 geradores AIP Siemens Sinavy (BZM-120) com 240 kW; 2 motores diesel MTU 16V396 TB-94 com 6,24 MW; 1 motor eléctrico Siemens Permasyn com 2,85 MW; 1 eixo |
| Velocidade | 12 nós (à superfície); 20 nós (em imersão) |
| Sensores |
Sistema de gestão de dados de combate Atlas Elektronik ISUS 90; Radar de navegação Kelvin Hughes KH-1007 (F) |
| Autonomia | 11 000 milhas náuticas |
| Guarnição | 33 marinheiros |
🤔 Conclusão
Com o NRP Tridente e o NRP Arpão, Portugal passou a dispor de submarinos convencionais dotados de sistemas modernos de propulsão independente do ar, sensores avançados e capacidade de emprego de torpedos e mísseis.
Nas profundezas, onde a discrição é a principal arma, estes submarinos continuam a representar uma das capacidades mais sofisticadas da Marinha Portuguesa.
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