✈️ As Asas da Marinha na década 1930: Modernização e Operações Aéreas
Introdução
Durante a década de 1930 e os primeiros anos de 1940, a Aviação Naval Portuguesa entrou numa fase de modernização progressiva, marcada pela incorporação de hidroaviões e aeronaves de reconhecimento de origem europeia e norte-americana.
Estes aparelhos desempenharam missões essenciais de instrução, patrulhamento marítimo, fotografia aérea e apoio às operações navais em território continental e ultramarino, consolidando a experiência operacional da arma aérea da Marinha.
Hidroaviões Junkers K43-W (1933-1941)
Os Junkers K43-W eram a versão militar dos modelos Junkers W33 e W34. Em 1933, a Aviação Naval Portuguesa recebeu cinco unidades, constituindo os primeiros aparelhos inteiramente metálicos ao serviço da Marinha.
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| Hidroaviões Junkers K43-W |
Foram utilizados em missões de fotografia aérea, reconhecimento e instrução de pilotos. Destacaram-se também em voos de grupo entre Lisboa e os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
📐 Características Técnicas – Junkers K43-W
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 17,76 m; Comprimento: 11,14 m; Altura: 3,85 m |
| Motor | Armstrong-Siddeley Panther, 510 hp |
| Armamento | 2 metralhadoras de 7,9 mm |
| Tripulação | — |
Hidroaviões Consolidated Fleet F-10B/F-10G (1933-1952)
Os Consolidated Fleet F-10B/F-10G foram adquiridos em 1933 e utilizados em instrução e treino de pilotos, podendo operar tanto com rodas como com flutuadores.
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| Hidroavião Fleet F-10B |
Alguns exemplares operaram embarcados em Avisos da Classe Afonso de Albuquerque e em centros de aviação naval.
📐 Características Técnicas – Fleet F-10B
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 8,53 m; Comprimento: 7,29 m; Altura: 3,50 m |
| Motor | Fleet 10B: Kinner B-5, de 5 cilindros radiais; Fleet 10G: De Havilland Gipsy Major I, de 4 cilindros invertidos |
| Velocidade | 185 km/h |
| Armamento | |
| Tripulação | 2 |
Hidroaviões Hawker Osprey (1935-1941)
Os Hawker Osprey eram derivados do Hawker Hart e foram utilizados a bordo de navios da Marinha Portuguesa em missões de reconhecimento e patrulhamento marítimo.
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| Hidroavião Hawker Osprey |
Operaram sobretudo embarcados em Avisos da Classe Afonso de Albuquerque, sendo lançados e recuperados por guindaste.
📐 Características Técnicas – Hawker Osprey
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 11,27 m; Comprimento: 8,94 m; Altura: 4,06 m |
| Motor | 1 motor Rolls-Royce Kestrell II MS, de 12 cilindros em V |
| Velocidade | 280 Km/h |
| Armamento | Defensivo: Uma metralhadora Lewis de 7,7 mm Ofensivo: Duas metralhadoras Vickers de 7,7 mm |
| Tripulação | |
Hidroaviões Blackburn Shark IIa (1936-1938)
Os Blackburn Shark IIa foram adquiridos para missões de torpedeamento e bombardeamento em picado, embora tenham apresentado limitações operacionais significativas.
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| Hidroavião Blackburn Shark IIa |
Os oficiais da A.N. que se deslocaram à Grã-Bretanha em missão de recepção dos aviões, recusaram-se a recebê-los, depois das provas em voo, devido às deficiências que apresentavam. Depois de mais de um mês de troca de mensagens, os elementos da comissão de recepção foram mandados regressar a Lisboa e o chefe da missão punido disciplinarmente. Pese embora a grave deficiência que apresentavam, os Shark continuaram a voar, até que, em 1938, um avião se despenhou um no Rio Tejo provocando a morte do piloto. Após esse desastre, foi decidida a sua retirada de serviço, o que se concretizou ainda em 1938.
📐 Características Técnicas – Blackburn Shark IIa
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 14,02 m; Comprimento: 11,71 m; Altura: 4,72 m |
| Motor | 1 motor Armstrong-Siddeley Tiger IV, VI ou VI C, de 14 cilindros |
| Velocidade | 230 km/h |
| Armamento | 2 metralhadoras Vickers de 7,7 1 metralhadora Vickers-Berthier ou Lewis, de calibre variável 1 torpedo de 680 Kg ou bombas com igual peso |
| Tripulação | 2 |
Aviões General Aircraft Monospar ST-12 (1936-1944)
O General Aircraft Monospar ST-12 foi utilizado pela Aviação Naval em missões de fotografia aérea e levantamentos hidrográficos em África.
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| Hidroavião Monospar ST-12 |
Operou em Angola e Moçambique, contribuindo para os primeiros levantamentos aero-fotográficos dessas regiões.
📐 Características Técnicas – Monospar ST-12
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 12,24 m; Comprimento: 8,03 m; Altura: 2,13 m |
| Motor | 2 motores De Havilland Gipsy Major I, de 4 cilindros em linha |
| Velocidade | 209 km/h |
| Armamento | |
| Tripulação | 3 |
Hidroaviões Avro 626 (1938-1950)
A Aviação Naval (A.N.) também operou os Avro 626 na versão de hidroavião de flutuadores. Entre Dezembro de 1938 e Janeiro de 1939 foram recebidos da Grã-Bretanha 12 exemplares.
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| Avro 626 |
Entre 1939 e 1941 realizaram levantamentos aero-fotográficos nos Açores, reforçando a presença da Aviação Naval no Atlântico.
📐 Características Técnicas – Avro 626
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 10,36 m; Comprimento: 8,91 m; Altura: 2,92 m |
| Motor | 1 motor Armstrong-Siddeley Cheetah V, de 7 cilindros radiais |
| Velocidade | 180 km/h |
| Armamento | 2 metralhadoras Lewis de 7,7 mm |
| Tripulação | 3 |
🤔 Conclusão
Entre 1933 e 1950, a Aviação Naval Portuguesa operou uma frota diversificada de hidroaviões e aeronaves ligeiras que permitiram consolidar capacidades essenciais de patrulhamento, instrução e reconhecimento marítimo.
Estes meios desempenharam um papel decisivo na modernização da aviação embarcada e na afirmação da presença aérea da Marinha Portuguesa.
A Viagem Continua...
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