✈️ As Asas do Mar: Os Hidroaviões da Aviação Naval Portuguesa (Década 1920)
Introdução
O começo da década de 1920 marcou um período de consolidação da Aviação Naval Portuguesa, com a introdução de novos hidroaviões provenientes sobretudo de excedentes da Primeira Guerra Mundial.
Este ciclo inicial foi fundamental para o desenvolvimento da instrução de pilotos navais, patrulhamento costeiro e realização de missões pioneiras que contribuíram para a afirmação da aviação militar portuguesa.
- ⚓ Hidroaviões Felixstowe F-3 (1920-1922)
- ⚓ Hidroaviões Curtiss HS-2L (1921-1930)
- ⚓ Hidroaviões Fairey III D Mk2 (1922-1930)
- ⚓ Aviões Avro 504-K (1924-1933)
- ⚓ Hidroaviões Fokker T.III W (1924-1933)
- ⚓ Hidroaviões Hanriot H-41 (1927-1933)
- ⚓ Hidroaviões C.A.M.S. 37-A (1927-1935)
- ⚓ Hidroaviões Macchi M-18 (1928-1934)
Hidroaviões Felixstowe F-3 (1920-1922)
Os dois Felixstowe F-3 recebidos em 1920 pela Aviação Naval tinham servido anteriormente na Royal Air Force durante a Primeira Guerra Mundial. Foram os primeiros aparelhos da Aviação Naval portuguesa a dispor de equipamento de radiocomunicações.
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| Hidroavião Felixstowe F-3 |
Em 23 de março de 1921 realizou-se um voo histórico ao arquipélago da Madeira, com Sacadura Cabral como piloto e Gago Coutinho como navegador.
📐 Características Técnicas – Felixstowe F-3
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 31,08 m; Comprimento: 14,99 m; Altura: 5,69 m |
| Motor | 2 × Rolls-Royce Eagle VIII (345 hp cada) |
| Velocidade | 147 km/h |
| Tripulação | 4 |
Hidroaviões Curtiss HS-2L (1921-1930)
Após a Primeira Guerra Mundial, Portugal adquiriu vários Curtiss HS-2L destinados ao Centro de Aviação Naval dos Açores.
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| Hidroavião Curtiss HS-2L |
Estes aparelhos foram utilizados principalmente nos Açores para patrulhamento marítimo e instrução.
📐 Características Técnicas – Curtiss HS-2L
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 22,58 m; Comprimento: 11,89 m; Altura: 4,45 m |
| Motor | 1 × Liberty L-12 (360 hp) |
| Velocidade | 132 km/h |
| Tripulação | 3 |
Hidroaviões Fairey III D Mk2 (1922-1930)
Os Fairey III D foram recebidos em 1922 pela Aviação Naval, sendo utilizados em missões de reconhecimento, treino e patrulhamento costeiro.
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| Hidroavião Fairey III D Mk2 |
Estes aparelhos reforçaram a capacidade operacional da Aviação Naval na década de 1920.
📐 Características Técnicas – Fairey III D Mk2
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 13,93 m; Comprimento: 10,46 m; Altura: 3,78 m |
| Motor | 1 × Napier Lion (570 hp) |
| Velocidade | 190 km/h |
| Tripulação | 2 |
Aviões Avro 504-K (1924-1933)
Os Avro 504-K foram utilizados pela Aviação Naval como aeronaves de treino, sendo operados principalmente a partir do Aeródromo de Alverca.
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| Aeronave Avro 504-K |
Foram os primeiros aviões terrestres da Aviação Naval portuguesa.
📐 Características Técnicas – Avro 504-K
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 10,97 m; Comprimento: 8,97 m; Altura: 3,18 m |
| Motor | Le Rhône 9J |
| Velocidade | 145 km/h |
| Tripulação | 2 |
Hidroaviões Fokker T.III W (1924-1933)
Os Fokker T.III W foram utilizados pela Aviação Naval em missões de patrulhamento e treino, tendo também desempenhado funções operacionais importantes no início da década de 1920.
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| Hidroavião Fokker T.III W |
📐 Características Técnicas – Fokker T.III W
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 21,20 m; Comprimento: 14,08 m; Altura: 3,39 m |
| Motor | Napier Lion (450 hp) |
| Velocidade | 169 km/h |
| Tripulação | 3 |
Hidroaviões Hanriot H-41 (1927-1933)
Os Hanriot H-41 foram adquiridos em França para formação de pilotos navais, tendo sido utilizados intensivamente nos centros de aviação marítima.
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| Hidroavião Hanriot H-41 |
📐 Características Técnicas – Hanriot H-41
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 10,26 m; Comprimento: 7,25 m; Altura: 3,13 m |
| Motor | Lorraine 5P (100 hp) |
| Velocidade | 185 km/h |
| Tripulação | 2 |
Hidroaviões C.A.M.S. 37-A (1927-1935)
A Aviação Naval Portuguesa recebeu em 1927 vários hidroaviões C.A.M.S. 37-A, utilizados sobretudo em missões de instrução, patrulhamento costeiro e operações de reconhecimento.
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| Hidroavião C.A.M.S. 37-A |
📐 Características Técnicas – C.A.M.S. 37-A
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 14,50 m; Comprimento: 9,43 m; Altura: 4,04 m |
| Motor | 1 × Lorraine-Dietrich 12Ed (450 hp) |
| Velocidade | 175 km/h |
| Autonomia | 1.200 km |
| Tripulação | 3 |
Hidroaviões Macchi M-18 (1928-1934)
Os Macchi M-18 foram adquiridos em Itália em 1928 e integrados na Aviação Naval Portuguesa, tendo sido utilizados em missões de instrução, patrulhamento marítimo e treino de tripulações.
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| Hidroavião Macchi M-18 |
📐 Características Técnicas – Macchi M-18
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Dimensões | Envergadura: 15,82 m |
| Motor | Fiat A.14 V12 (650 hp) |
| Velocidade | 240 km/h |
| Tripulação | 1 |
🤔 Conclusão
Os hidroaviões e aeronaves apresentados representam a primeira fase de consolidação da Aviação Naval Portuguesa, desempenhando um papel essencial na instrução, patrulhamento marítimo e desenvolvimento das capacidades aéreas da Marinha.
Apesar das limitações tecnológicas da época, estas aeronaves foram fundamentais para o progresso da aviação militar em Portugal e para a formação das futuras gerações de pilotos navais.
⚓ O início da Aviação Naval Portuguesa marcou uma nova era no domínio marítimo-aéreo.
A Viagem Continua...
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