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⚓ Armada Portuguesa: Lanchas de Desembarque Classe "LDP 100" (1961-1975)

Lanchas de Desembarque

A Classe “LDP 100 integrou a frota de Lanchas de Desembarque Pequenas da Marinha Portuguesa entre 1961 e 1975. Inicialmente designadas como LD 1, foram reclassificadas em 1963 como LDP 100 e participaram ativamente na Guerra do Ultramar, sobretudo na Guiné Portuguesa, em rios e zonas alagadas.


📜 História e Desenvolvimento

As lanchas LDP 100 foram construídas nos Estados Unidos da América e não receberam nomes próprios, sendo identificadas pelo número de amura. Eram concebidas para operações de desembarque de fuzileiros e patrulhamento fluvial, mas também desempenharam funções logísticas, transportando abastecimentos para unidades militares e populações civis.

As primeiras unidades operaram principalmente na Guiné Portuguesa, onde os rios e terrenos alagados exigiam embarcações ágeis e de pequeno calado. Durante a Guerra do Ultramar, as LDP realizaram missões de combate, escolta e desembarque de tropas.


LDP 101

LDP 101 (1961-1975)

 LDP 102

LDP 102 – NRP Argos (1961-1975)

 LDP 103

LDP 103 (1961-1975)

 LDP 104

LDP 104 (1963-1975)

 LDP 105

LDP 105 (1963-1975)

 LDP 107

LDP 107 (1963-1975) – Lago Niassa, Moçambique

 LDP 108

LDP 108 (1963-1975)

📐 Características Técnicas – Classe LDP 100

Ficha Técnica
Tipo Lancha de Desembarque Pequena
Deslocamento 12 toneladas
Dimensões 14 m (compr.) | 3,4 m (boca) | 0,7 m (calado)
Propulsão 2 motores diesel de 180 hp | 2 veios
Velocidade 10 nós
Guarnição 6 marinheiros
Armamento 1 peça de 20 mm (algumas unidades)

🪖 Missões e Emprego Operacional

  • Desembarque de fuzileiros e transporte de tropas
  • Patrulhamento fluvial e escolta de embarcações civis
  • Reabastecimento logístico a unidades militares e civis
  • Operações em rios e zonas alagadas da Guiné Portuguesa e Moçambique

🤔Curiosidades

A necessidade de construir lanchas de desembarque é consequência direta da criação das primeiras unidades de fuzileiros, em 1961.


✍️ Conclusão

A Classe LDP 100 desempenhou um papel essencial na Marinha Portuguesa, sendo versátil em operações anfíbias, patrulhamento e logística durante a Guerra do Ultramar. O seu legado influencia o projeto de lanchas militares modernas em rios e ambientes costeiros.


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