⚓ Classe "Diogo Cão": As Pequenas Guerreiras do Império Português em África (1895–1910)
As lanchas-canhoneiras "Diogo Cão" e "Pêro de Anaia" foram construídas em Portugal nos estaleiros Parry & Son, em Cacilhas, tendo sido lançadas à água em 3 de outubro de 1895.
Projetadas para servir nas colónias portuguesas em África, estas pequenas unidades destacaram-se pela sua capacidade para operar em rios e águas costeiras, desempenhando missões de patrulhamento, fiscalização e apoio às campanhas militares do final da Monarquia.
Lanchas-Canhoneiras Classe "Diogo Cão"
Construídas integralmente em Portugal, as unidades da Classe "Diogo Cão" representaram um importante contributo da indústria naval nacional para a Marinha Portuguesa. Destinadas ao serviço colonial, operaram sobretudo em Moçambique, apoiando operações militares e assegurando a presença portuguesa nos principais rios da região.
Lancha-Canhoneira "Diogo Cão" (1895–1910)
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| Lancha-Canhoneira "Diogo Cão" |
A "Diogo Cão" integrou a Esquadrilha do Zambeze, participando nas campanhas de pacificação em África durante os últimos anos da Monarquia Portuguesa. Após cerca de quinze anos de serviço, foi abatida ao efetivo em 1910.
Lancha-Canhoneira "Pêro de Anaia" (1895–1908)
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| Lancha-Canhoneira "Pêro de Anaia" |
A "Pêro de Anaia" serviu igualmente em Moçambique, desempenhando missões de patrulhamento e apoio às forças portuguesas nas campanhas coloniais. Foi abatida ao efetivo em 1908, após mais de uma década de serviço.
📐 Características Técnicas – Classe "Diogo Cão"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Deslocamento | 44 toneladas |
| Dimensões | 21,53 m de comprimento; 3,96 m de boca; 0,70 m de calado |
| Armamento | 1 canhão-revólver de 37 mm; 2 metralhadoras |
| Propulsão | 1 máquina de alta pressão de 90 h.p. |
| Velocidade | 10 nós |
| Guarnição | 19 marinheiros |
🤔 Conclusão
As lanchas-canhoneiras da Classe "Diogo Cão" demonstram a capacidade da construção naval portuguesa no final do século XIX e o seu contributo para o esforço colonial em África.
Ao serviço da Esquadrilha do Zambeze e de outras forças navais coloniais, estas embarcações desempenharam missões de patrulhamento, apoio militar e afirmação da soberania portuguesa nos principais rios de Moçambique.
⚓ Construídas em Portugal, serviram com distinção nas campanhas africanas do final da Monarquia.
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