⚓ Rebocadores, Balizadores e Vapores da Armada Portuguesa (1878-1947)
Introdução
Os pequenos vapores, rebocadores, balizadores e navios auxiliares da Armada Portuguesa desempenharam um papel importante no apoio às estações navais ultramarinas e aos serviços marítimos nacionais durante o final do século XIX e início do século XX.
Estas embarcações serviram em missões de transporte, fiscalização, balizagem, instrução naval, apoio hidrográfico e defesa costeira, operando tanto em Portugal continental como nas possessões portuguesas em África, Índia e Timor.
Vapor "Auxiliar" (1878-1896)
Vapor de dois hélices comprado à volta de 1878 para a pilotagem do rio Quelimane. Havia sido construído em Inglaterra e prestou serviço na Armada Portuguesa entre 1878 e 1896.
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| Vapor "Auxiliar" |
Operou principalmente em serviços fluviais e de apoio à navegação colonial, desempenhando funções de pilotagem e assistência marítima em África Oriental Portuguesa.
📐 Características Técnicas – Vapor "Auxiliar"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Deslocamento | 180 toneladas |
| Dimensões | — |
| Propulsão | 1 máquina a vapor de 50 h.p.; 2 veios |
| Velocidade | 10 nós |
| Armamento | 1 canhão revólver de 37 mm; 2 metralhadoras |
| Guarnição | 35 marinheiros |
Vapor "Guiné" (1879-1883)
O vapor Hugh Parry, construído na H. Parry & Son, de Lisboa, foi um navio de ferro de rodas laterais utilizado na carreira do Sado entre Setúbal e Alcácer do Sal.
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| Vapor "Guiné" |
Em 1879 o Ministério da Marinha adquiriu-o para serviço na Guiné Portuguesa. Serviu naquela colónia até 1883, perdendo-se por alquebramento quando se encontrava varado para beneficiação na ponte-cais de Bolama.
📐 Características Técnicas – Vapor "Guiné"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Deslocamento | 139 toneladas |
| Dimensões | 34,14 m comp.; 4,76 m boca; 1,68 m calado |
| Propulsão | 1 máquina de baixa pressão de 200 h.p.; 2 rodas laterais |
| Armamento | 2 peças de bronze de 86 mm |
| Guarnição | 35 marinheiros |
Vapores Classe "Fulminante"
Navios que serviram na Escola de Torpedos de Paço de Arcos. O primeiro foi construído em Inglaterra e o segundo em Portugal, nos estaleiros Parry & Son.
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| Vapor "Fulminante" (1880-1913) |
Vapor de hélice construído em Inglaterra em 1880 para o serviço da Escola de Torpedos de Paço de Arcos. Em 1909 desarmou, em 1910 foi abatido e em 1913 foi vendido.
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| Vapor "Mineiro" (1892-1902) |
Vapor construído em Portugal para ser utilizado no fundamento de minas. Em 1902 passou ao Ministério da Guerra.
📐 Características Técnicas – Vapor "Mineiro"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Deslocamento | 78 toneladas |
| Dimensões | 18 m comp.; 4 m boca; 2 m calado |
| Propulsão | 1 máquina de 150 h.p.; 1 veio |
| Armamento | — |
| Guarnição | 18 marinheiros |
Rebocador "Lidador" (1884-1950)
Rebocador de hélice construído em Inglaterra em 1884. Depois de desempenhar serviço de rebocador em Portugal, passou à fiscalização da costa no Algarve.
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| Rebocador "Lidador" |
Em 1943 passou ao Comissariado da Mocidade Portuguesa e em 1950 foi abatido por inútil.
📐 Características Técnicas – Rebocador "Lidador"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Deslocamento | 252 toneladas |
| Dimensões | 35,8 m comp.; 6,1 m boca; 2,80 m calado |
| Propulsão | 2 máquinas de 800 h.p.; 2 veios |
| Velocidade | 9 nós |
| Armamento | 1 peça de 47 mm |
| Guarnição | 34 marinheiros |
Vapor "Dilly I" (1891-1905)
Este vapor foi construído em 1884 e adquirido pela Armada Portuguesa em 1891 para operar em Timor, desempenhando missões de transporte e apoio local. Foi abatido ao efetivo em 1905.
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| Vapor "Dilly" |
Serviu principalmente no apoio às possessões portuguesas no Oriente, assegurando ligações marítimas e transporte de pessoal e materiais em Timor.
📐 Características Técnicas – Vapor "Dilly I"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Deslocamento | 100 toneladas |
| Dimensões | 36,9 m comp.; 2,97 m calado |
| Propulsão | 1 máquina de 40 h.p.; 1 veio |
| Velocidade | 7 nós |
| Armamento | 1 peça |
| Guarnição | 28 marinheiros |
Navio-Escola "Pedro Nunes" (1896-1907)
O ex clipper inglês "Thermopylae" foi considerado um dos mais velozes do mundo, rivalizando com o famoso "Cutty Sark" nas célebres viagens da Rota do Chá.
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| Navio-Escola "Pedro Nunes" fundeado no Tejo |
Entrou a barra do Tejo em Maio de 1896 e foi incorporado como navio-escola da Marinha Real Portuguesa com o nome "Pedro Nunes". Pouco tempo depois, verificou-se que o casco apresentava graves danos provocados pelo teredo, tornando a reparação demasiado dispendiosa.
Após o desarmamento, permaneceu fundeado no Tejo servindo como pontão de carvão, até ser afundado em frente a Cascais no Dia da Marinha, em 13 de Outubro de 1907.
📐 Características Técnicas – Navio-Escola "Pedro Nunes"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Deslocamento | 1300 toneladas |
| Dimensões | 88,4 m comp.; 11,7 m boca; 6,80 m calado |
| Armamento | — |
| Propulsão | Navio à vela |
| Guarnição | — |
Balizador "Baptista de Andrade" (1897-1909)
Vapor construído em Nantes em 1897 para o serviço de balizagem do porto de Lourenço Marques, em Moçambique.
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| Balizador "Baptista de Andrade" |
Serviu como navio balizador e rebocador até 1909, ano em que foi abatido ao efetivo da Armada Portuguesa.
📐 Características Técnicas – Balizador "Baptista de Andrade"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Deslocamento | 150 toneladas |
| Dimensões | 28,50 m comp.; 5,25 m boca; 2,32 m calado |
| Propulsão | 1 máquina compound; 1 veio |
| Velocidade | 10,5 nós |
| Armamento | 2 peças de 37 mm; 2 metralhadoras de 11 mm |
| Guarnição | 28 marinheiros |
Rebocador "Berrio" (1897-1947)
Rebocador construído em Saint-Nazaire em 1897 para serviço da Armada Portuguesa.
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| Rebocador "Berrio" |
Depois de desempenhar funções de rebocador, foi reclassificado em 1930 como navio-hidrográfico, mantendo o mesmo nome. Serviu como navio-hidrográfico de Moçambique até 1947.
Nesse ano foi entregue à província de Moçambique, encerrando uma longa carreira ao serviço da Armada Portuguesa.
📐 Características Técnicas – Rebocador "Berrio"
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Deslocamento | 424 toneladas |
| Dimensões | 40,50 m comp.; 6,86 m boca; 2,92 m calado |
| Propulsão | 1 máquina a vapor de 1070 h.p.; 1 veio |
| Velocidade | 10 nós |
| Armamento | — |
| Guarnição | 68 marinheiros |
🤔 Conclusão
Os vapores auxiliares, rebocadores e balizadores da Armada Portuguesa foram essenciais para assegurar serviços marítimos, fiscalização costeira e apoio logístico às estações navais portuguesas.
Estas pequenas embarcações desempenharam missões importantes em Portugal e no Ultramar, contribuindo para a manutenção da presença marítima portuguesa numa época de grande expansão tecnológica da navegação a vapor.
⚓ Um importante legado da história naval portuguesa.
A Viagem Continua...
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