⚓ Armada Portuguesa: Navio-Balizador "Almirante Schultz" (1929-1970)
O Navio-Balizador “Almirante Schultz” foi um navio balizador da Marinha Portuguesa, dedicado à manutenção de ajudas à navegação e ao apoio hidrográfico da costa nacional. Entrou ao serviço em 1929, permanecendo ativo durante mais de quatro décadas, até ao seu abate em 1970, desempenhando um papel essencial na segurança marítima em águas portuguesas.
📜 História e Desenvolvimento
O Almirante Schultz foi construído nos estaleiros Penhoet em França no final da década de 1920, num período de modernização gradual dos meios auxiliares da Marinha Portuguesa, destinados à sinalização marítima e ao apoio à navegação costeira.
O navio recebeu o nome em homenagem ao Almirante Júlio Zeferino Schultz Xavier, figura de referência da hidrografia nacional e responsável por profundas reformas no sistema de faróis e balizagem em Portugal no início do século XX.
Durante décadas, o Almirante Schultz foi um dos principais meios da Marinha no apoio ao Instituto Hidrográfico, garantindo a colocação, manutenção e substituição de boias, balizas e outros sinais marítimos ao longo da costa continental e arquipélagos.
Navio-Balizador “Almirante Schultz”
Operando num contexto tecnológico muito distinto do atual, o navio dispunha de meios mecânicos simples, mas robustos, adequados às exigências da época. A sua tripulação era composta por pessoal especializado em manobras de fundeio, manutenção de estruturas flutuantes e trabalhos marítimos pesados.
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| NRP Almirante Schultz |
Para além das missões balizadoras, o Almirante Schultz participou regularmente em tarefas de apoio logístico, transporte de material técnico e colaboração em levantamentos hidrográficos costeiros.
📐 Características Técnicas – NRP Almirante Schultz
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Tipo | Balizador oceânico |
| Deslocamento | 520 toneladas |
| Comprimento | 40 m |
| Boca (Largura) | 9,5 m |
| Calado | 3,1 m |
| Propulsão | 2 motores diesel 350 h.p. - 2 veios |
| Velocidade Máxima | 11 nós (27 km) (Autonomia: 2 300 milhas náuticas) |
| Guarnição | 52 marinheiros |
🧭 Missões e Emprego Operacional
Ao longo da sua carreira operacional, o Almirante Schultz esteve envolvido em:
- Manutenção de boias luminosas e balizas costeiras
- Apoio a levantamentos hidrográficos
- Assistência a navios em dificuldades em águas costeiras
- Transporte de equipamentos técnicos para faróis e estações marítimas
O navio foi instrumental na construção do farol das Formigas nos Açores.
A sua ação foi particularmente relevante numa época em que a navegação costeira comercial e pesqueira dependia fortemente de ajudas visuais bem conservadas.
⚓ Fim de Carreira
Após mais de 40 anos de serviço, o Navio-Balizador Almirante Schultz foi retirado da atividade operacional em 1970, sendo abatido ao efetivo da Marinha Portuguesa.
O seu abate coincidiu com a entrada em serviço do navio balizador Schultz Xavier mais moderno, capaz de operar com maior autonomia, melhores condições de habitabilidade e meios técnicos mais avançados.
🤔 Curiosidades
- Foi o primeiro Navio-Balizador da Armada Portuguesa.
- O NRP Schultz Xavier, partilha o mesmo número de amura: A 521.
✍️ Conclusão
O Navio-Balizador “Almirante Schultz” representa uma fase fundamental da história da balizagem marítima em Portugal. Durante mais de quatro décadas, assegurou a segurança da navegação costeira, contribuindo de forma discreta, mas decisiva, para o desenvolvimento da atividade marítima nacional.

Fiz a ultima viagem que ele fez em 1969 .Saimos no verão com destino aos Açores para levar gaz para os farois como já tinha-mos feito em 1968 mas desta vez já não consseguimos passar da Madeira onde estivemos abandonados durante quatro meses com ele avariado .Ao fim desse tempo lá consseguimos arrancar com destino a Lisboa onde tiveram que lhe mudar o oleo na viagem durante várias vezez ,quase oito dias de viagem. Daí segui para a Capitania de Faro e no ano seguinte o Almirante Schultz foi abatido, Andei 3 anos nele era o 358/65 marinheiro manobra sempre sempre como ordenança. O Imediato na altura era o 2º tenente A José Manuel Mala Ferreira Serra e o comandante o 1º tenente António Bernado Brito e Cunha . grandes amigos e camaradas . O imediato nunca mais o vi , mas o comandante deixou a marinha e passou a ser o comandante da marina em Vila Moura ,então visitavaõ de vez em quando .e assim foi o fim do Almirante Schulz em 30/10/1969.
ResponderEliminarQuando eu fui para o Alm. Schutz o Com.te era o (Metsner) e o imediato o Brito Cunha, que entretanto passou a Com.te. Eu era na altura gte.Electricista.,69868
EliminarObrigado pelo seu testemunho. Bom Ano!
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