💵 BNU – Emissão “Azevedo Coutinho” & Emissão "D. Afonso V" para Moçambique (1972-1974)
🪙 Banco de Moçambique – As emissões conhecidas como Emissão “Azevedo Coutinho” e Emissão “D. Afonso V” fazem parte da história monetária colonial de Moçambique, refletindo diferentes momentos políticos e simbólicos da administração portuguesa no território.
🧾 Contexto Histórico
Desde o início do século XX, a circulação fiduciária em Moçambique esteve a cargo do Banco Nacional Ultramarino (BNU), instituição responsável pela emissão de papel-moeda nas colónias portuguesas.
Ao longo das décadas, várias séries de notas foram introduzidas para responder às necessidades económicas do território, ao mesmo tempo que reforçavam a simbologia do poder colonial português.
🧠 Emissão “Azevedo Coutinho”
A chamada Emissão “Azevedo Coutinho” em 1970 surgi-o com a necessidade de substituição da emissão “Heróis da Ocupação” e apresenta no anverso o retrato de João de Azevedo Coutinho (1859–1926), administrador colonial e governador-geral de Moçambique.
👤 Azevedo Coutinho destacou-se pela sua ação administrativa e pela consolidação da presença portuguesa no território, sendo posteriormente homenageado em emissões monetárias destinadas à colónia.
💵 Valores Emitidos
Esta emissão compreende vários valores faciais em escudos, ilustrados com motivos económicos e paisagísticos de Moçambique, refletindo:
- Agricultura e plantações;
- Atividades portuárias e comerciais;
- Paisagens e símbolos coloniais.
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| Nota 50$00 Escudos |
Primeira emissão: 1972
Retirada da circulação: 1974
🎨 O estilo gráfico é clássico, com forte influência académica, típico das emissões coloniais do período entre guerras.
🧠 Emissão “D. Afonso V”
Na sequência da nota de 50 escudos foi ainda produzida nota de 1000 escudos, dado que a série dos Heróis de Ocupação tinha quase 20 anos de serviço. A Emissão “D. Afonso V” distingue-se pela evocação histórica, apresentando no anverso a figura de D. Afonso V (1432–1481), rei de Portugal conhecido como “O Africano”.
👑 A escolha desta figura histórica está ligada às campanhas portuguesas no Norte de África e ao início da expansão ultramarina, simbolizando a ligação histórica de Portugal ao continente africano.
💵 Valores Emitidos
As notas desta série apresentam valores elevados e um grafismo mais elaborado, com:
- Retrato régio de D. Afonso V;
- Escudos e símbolos nacionais;
- Motivos decorativos de inspiração histórica.
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| Nota 1000$00 Escudos |
Primeira emissão: 1972
Retirada da circulação: 1974
🎨 Trata-se de uma emissão de forte carga simbólica, menos centrada em temas locais e mais orientada para a exaltação histórica e política.
🏷️ Design e Características
Ambas as emissões partilham características técnicas típicas da notafilia colonial:
- Gravura em talhe-doce;
- Marcas de água;
- Numeração tipográfica;
- Elevada qualidade de impressão.
🔍 A impressão foi confiada a casas especializadas europeias, garantindo durabilidade e sofisticação artística.
As notas de 1000 escudos com a efígie de D. Afonso V produzida na Casa da Moeda de Lisboa seguiu uma estrutura utilizada para outra emissão colonial (Emissão “D. Afonso V” para São Tomé) da mesma altura.
🕰️ Circulação e Substituição
Estas notas circularam durante o período colonial e foram progressivamente retiradas com as reformas monetárias subsequentes e, mais tarde, com a independência de Moçambique em 1975.
👉 Importância Numismática
As emissões “Azevedo Coutinho” e “D. Afonso V” são hoje muito valorizadas por colecionadores de:
- Notafilia colonial portuguesa;
- História monetária africana;
- Emissões do Banco Nacional Ultramarino.
🔍 Exemplares bem conservados, especialmente de valores altos, são cada vez mais raros no mercado especializado.
Post dedicado à história monetária de Moçambique e às emissões coloniais do Banco Nacional Ultramarino.
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