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⚓ Pedro Nunes e Gil Eanes: Os Cruzadores Auxiliares da Marinha Portuguesa na Grande Guerra

Cruzadores Auxiliares

Durante a Primeira Guerra Mundial, a Marinha Portuguesa recorreu à requisição e adaptação de navios mercantes para reforçar os seus meios navais. Entre essas unidades encontravam-se os cruzadores auxiliares, navios que, apesar da sua origem comercial, foram armados e integrados temporariamente na Armada para desempenhar missões de transporte de tropas, vigilância e apoio às operações militares.

Entre estes navios destacaram-se o Pedro Nunes e o Gil Eanes, duas unidades que tiveram participação durante a Primeira Guerra Mundial, nomeadamente no transporte de tropas portuguesas para França.


📑 Índice


Cruzador Auxiliar "Pedro Nunes" (1916-1923)

O "Pedro Nunes" era originalmente um paquete construído em 1889, na Inglaterra, para a Mala Real Portuguesa. Mais tarde foi vendido à E. N. N., sendo requisitado pela Marinha Portuguesa em 1916 para ser transformado em cruzador auxiliar.

A adaptação deste navio mercante permitiu à Marinha Portuguesa dispor de uma unidade de maiores dimensões para missões de transporte e apoio durante a Primeira Guerra Mundial. Entre as suas principais funções esteve o transporte de tropas portuguesas para França.

Cruzador "Pedro Nunes" ex-"Malange"

Durante a guerra, o Pedro Nunes efectuou transportes de tropas para França, contribuindo para o esforço militar português no teatro europeu. Terminada a sua utilização como cruzador auxiliar, foi abatido ao efectivo em 1923 e integrado novamente na frota da Companhia Nacional de Navegação.

📐 Características Técnicas – Cruzador Auxiliar "Pedro Nunes"

Ficha Técnica
Tipo Cruzador Auxiliar
Deslocamento 3544 toneladas
Dimensões 110,7 m comp.; 12,8 m boca; 10,7 m calado
Armamento 2 peças de 120 mm; 2 de 76 mm; 2 de 47 mm
Propulsão 2 máquinas de E. T. de 2 300 H.P. - 2 veios
Velocidade 16 nós
Guarnição 207 marinheiros

Cruzador Auxiliar "Gil Eanes" (1916-1942)

O "Gil Eanes" foi construído em 1914 pela Seebeck Akt Geselschaft, na Alemanha. Originalmente destinado à actividade mercante, o navio foi apresado em 1916 e posteriormente adaptado para servir como cruzador auxiliar na Armada Portuguesa.

A sua integração na Marinha ocorreu num período particularmente importante, marcado pela participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial. Tal como o Pedro Nunes, o Gil Eanes desempenhou missões de transporte de tropas portuguesas para França.

Cruzador "Gil Eanes" ex-"Lanheck"

Para além das missões realizadas durante a guerra, o Gil Eanes teve posteriormente uma utilização bastante diferente. Serviu como navio-hospital de apoio à frota bacalhoeira na Terra Nova, desempenhando funções de assistência aos pescadores portugueses.

Em 1942, terminou a sua ligação à Marinha e voltou à Marinha Mercante, encerrando assim uma longa carreira que incluiu serviço militar, transporte de tropas e assistência à frota bacalhoeira.

📐 Características Técnicas – Cruzador Auxiliar "Gil Eanes"

Ficha Técnica
Tipo Cruzador Auxiliar
Deslocamento 3712 toneladas
Dimensões 85 m comp.; 12,5 m boca; 5,3 m calado
Armamento 2 peças simples de 76 mm; 1 peça de 65 mm; 4 peças de 47 mm
Propulsão 1 máquina de T.E. de 1775 H.P. - 1 veio
Velocidade 12,5 nós
Guarnição 114 marinheiros

🤔 Conclusão

Os cruzadores auxiliares "Pedro Nunes" e "Gil Eanes" representam um importante capítulo da história naval portuguesa durante a Primeira Guerra Mundial. Originários da Marinha Mercante, foram temporariamente transformados em unidades militares, assumindo missões essenciais de transporte de tropas e apoio às forças portuguesas.

A história destes dois navios demonstra também como a Marinha Portuguesa soube adaptar meios civis às necessidades militares num período de conflito, deixando ambos uma marca particular na história naval portuguesa do século XX.


🧭

A Viagem Continua...

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