💴 Cédulas do Município de Portimão (1917-1925)
🪙 A Primeira República (1910-1926) ficou marcada pela instabilidade política, social, económica e financeira. Com a implantação do novo regime, surgiram alterações monetárias: instituiu-se uma nova unidade e modificaram-se os títulos das moedas, o seu peso e liga, mantendo-se, contudo, o seu valor real.
💰 Cédulas Fiduciárias de Portimão (Primeira República)
🧾 Enquadramento Histórico
Num contexto de crescente necessidade de dinheiro miúdo, surgiu uma nova forma de circulação monetária: a cédula de papel, utilizada sobretudo para trocos e pequenas transações do quotidiano.
A sua emissão extravasou o controlo da Casa da Moeda, espalhando-se por todo o país sob responsabilidade de câmaras municipais, Misericórdias e outras entidades públicas, e até particulares.
Ainda assim, segundo o historiador Oliveira Marques, a emissão de cédulas por entidades que não a Casa da Moeda era considerada ilegal.
🗺️ Cédulas do Concelho de Portimão
💵 Câmara Municipal de Portimão
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| Cédula $05 Centavos |
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| Cédula $10 Centavos |
📜 Circulação e Validade
Até cerca de 1924, tornaram-se frequentes os editais das câmaras municipais a prorrogarem a validade das cédulas emitidas, devido à persistente escassez de moeda metálica e à dificuldade em obter trocos.
Posteriormente, iniciou-se o processo inverso, com a retirada progressiva destas cédulas de circulação e a sua substituição por moeda corrente oficial.
🎨 Importância Numismática
- Exemplo de dinheiro de necessidade;
- Resposta local à escassez monetária;
- Emissão por entidades municipais;
- Circulação limitada e temporária;
- Elevado interesse histórico e colecionista.
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Post dedicado às cédulas fiduciárias de Portimão, emitidas pela Câmara Municipal durante a Primeira República como resposta à escassez de moeda metálica.
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