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💴 Cédulas Empresariais do Município de Chaves (1917-1925)

🪙 Durante a grave crise económica que afetou Portugal no final da I Grande Guerra, a escassez de moeda metálica levou ao aparecimento de emissões fiduciárias locais. No concelho de Chaves, para além da Câmara Municipal e da Misericórdia, também estabelecimentos comerciais e tipografias recorreram à emissão de cédulas particulares para suprir a falta de numerário miúdo.

Cédulas Particulares de Chaves (c. 1919–1922) 💰

🧾 Enquadramento Histórico

A retenção de moedas metálicas — cujo valor intrínseco superava muitas vezes o valor facial — provocou uma carência significativa de trocos nas transações diárias.

Entre 1919 e 1922, multiplicaram-se as emissões locais em papel. Para além das entidades oficiais na então vila de Chaves, diversas casas comerciais e oficinas tipográficas assumiram a responsabilidade de emitir pequenas cédulas, geralmente com valores entre 1 e 20 centavos.


🗺️ Cédulas do Concelho de Chaves

💵 Emissão Tipografia Mesquita

Cédula $01 Centavo
Cédula $02 Centavos
Cédula $03 Centavos
Cédula $04 Centavos

💵 Emissão Casa Barata (António J. Barata)

Cédula $01 Centavo
Cédula $02 Centavos

🎨 Características Gerais

As cédulas emitidas em Chaves distinguem-se pela sua simplicidade formal, mas também por uma notável diversidade gráfica entre entidades emissoras.

Regra geral, eram impressas em papel de gramagem reduzida, destinadas a uma circulação intensa e de vida útil curta, o que explica a raridade de exemplares em bom estado de conservação nos dias de hoje.

Muitas apresentam tipografia simples, composição linear e ausência de elementos decorativos complexos — sobretudo nas emissões comerciais, como as da Casa Barata ou da Tipografia Mesquita, onde a função prática se sobrepunha ao aspeto artístico.

👉 Importância Numismática

  • Testemunho da crise monetária do pós-Guerra;
  • Exemplo de emissão fiduciária municipal;
  • Peças de circulação restrita ao concelho;
  • Elevado valor histórico e colecionável.

📜 Validade e Recolha

Até 1924 tornaram-se frequentes os editais municipais a prorrogarem a validade das cédulas emitidas, dado persistir a escassez de moeda metálica.

Ultrapassada a crise monetária, iniciou-se o processo inverso: a recolha e troca destas cédulas por moeda corrente oficial.


🔗 Artigo relacionado:


Segundo de dois artigos dedicados às cédulas fiduciárias emitidas no concelho de Chaves durante o período de escassez monetária do pós-Primeira Guerra Mundial.

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