⚓ Armada Portuguesa: Navio-Patrulha Classe "Maio" (1955-1975)
A Classe Maio foi uma classe de navios-patrulha ao serviço da Marinha Portuguesa entre 1955 e 1975. Baseados num desenho norte-americano (identicas á Classe Príncipe), estes navios foram encomendados ao abrigo do MDAP (Mutual Defense Assistance Program), destinando-se a missões de patrulhamento costeiro, vigilância marítima e luta anti-submarina.
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| Navios-Patrulha Classe “Maio” |
📜 História e Desenvolvimento
O programa de construção da Classe Maio resultou da necessidade de reforçar a vigilância marítima portuguesa no pós-Segunda Guerra Mundial. Quatro navios foram construídos em França, nos estaleiros Dubigeon de Nantes, e quatro em Portugal, no Arsenal do Alfeite, Estaleiros Navais do Mondego e de Viana do Castelo.
Estes navios desempenharam um papel relevante operando sobretudo em águas dos Açores e da Madeira, assegurando presença naval, escolta costeira e controlo de áreas marítimas sensíveis.
NRP Maio
Aumento ao efetivo em 12 de Dezembro de 1955, o NRP Maio foi a unidade líder da classe. Construído em Dubigeon, Nantes, França, desempenhou missões de patrulhamento costeiro, vigilância marítima e treino, permanecendo operacional até 8 de Janeiro de 1975, data do seu abate.
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| NRP Maio (P587) |
NRP Porto Santo
Construído em Normandie, Le Harve, França, o NRP Porto Santo integrou a classe desde 1955, destacando-se pelas missões de patrulhamento e presença naval, especialmente em águas territoriais e arquipélagos portugueses. Foi abatida em 1974.
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| NRP Porto Santo (P588) |
NRP São Nicolau
Construído em Normandie, Le Harve, França, o NRP São Nicolau esteve ao serviço da Marinha Portuguesa entre 1955 e 1975, participando em operações de patrulhamento marítimo e apoio às forças navais em períodos de elevada atividade operacional.
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| NRP São Nicolau (P589) |
NRP Brava
Construído nos E.N. Viana do Castelo, o NRP Brava foi incorporado em 1956. Teve uma carreira operacional marcada por missões de vigilância costeira e controlo de tráfego marítimo, mantendo-se ativa até 1975.
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| NRP Brava (P590) |
NRP Fogo
Construído nos E.N. Viana do Castelo, o NRP Fogo entrou ao serviço em 1957, desempenhando missões de patrulhamento marítimo e treino naval, sendo um dos navios mais ativos da classe durante a sua vida operacional.
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| NRP Fogo (P591) |
NRP Boavista
Construído nos E.N. Mondego, o NRP Boavista foi incorporado em 1957. Participou em múltiplas missões de vigilância marítima e controlo costeiro, mantendo-se ao serviço até 1975.
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| NRP Boavista (P592) |
NRP Santo Antão
Construído no Arsenal do Alfeite, o NRP Santo Antão teve uma carreira operacional mais curta, permanecendo ao serviço entre 1957 e 1971, sobretudo em missões de patrulhamento e treino naval.
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| NRP Santo Antão (P593) |
NRP Santa Luzia
O NRP Santa Luzia, incorporado em 1958, foi uma das últimas unidades da classe, mantendo-se operacional até 1975 em missões de vigilância e presença naval. Foi construído no Arsenal do Alfeite.
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| NRP Santa Luzia (P594) |
📐 Características Técnicas – Classe “Maio”
| Ficha Técnica | |
|---|---|
| Tipo | Navio-Patrulha |
| Deslocamento | (padrão) 351 toneladas; (máximo) 406 toneladas |
| Comprimento | 53,4 m |
| Boca | 7,24 m |
| Calado | 3,01 m |
| Propulsão | 4 motores diesel de 3240 H.P. - 2 veios |
| Velocidade Máxima | (máxima/cruzeiro) 18,7/10 nós |
| Autonomia | 7.800 milhas a 10 nós |
| Guarnição | ≈ 67 marinheiros |
🔫 Armamento
- 2 peças de 40 mm
- 2 peças de 20 mm
- 1 Ouriço anti-submarino
- Calhas e morteiros de cargas de profundidade
🤔 Curiosidades
- Todos os navios da classe Maio receberam os nomes de ilhas portuguesas dos arquipélagos da Madeira e Cabo Verde.
- O P587 chamou-se inicialmente Funchal
- Após a desativação da classe Maio em 1975, a Marinha Portuguesa passou a utilizar as corvetas das classes João Coutinho e Baptista de Andrade para as missões de patrulhamento de longo curso e fiscalização da Zona Económica Exclusiva (ZEE).
✍️ Conclusão
Os navios-patrulha da Classe Maio constituíram um importante pilar da Marinha Portuguesa durante o período da Guerra Fria, assegurando presença naval contínua e contribuindo para a defesa dos interesses marítimos nacionais.









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