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A mostrar mensagens de dezembro, 2010

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💵 O Caso Particular dos Açores: Emissões Insulanas Açorianas em Réis (1906-1932)

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Nos  Açores , a circulação de notas expressas em  réis  prolongou-se de forma excecional até  1932 , muito depois da adoção oficial do  Escudo  no continente português, em 1911. Esta situação singular resulta de fatores  económicos, geográficos e administrativos  que justificaram a manutenção de um sistema fiduciário regional durante mais de duas décadas. Este artigo analisa as principais  emissões insulanas açorianas em réis  entre  1906 e 1932 , período final da sobrevivência do real como unidade monetária nas ilhas. 🧾 Enquadramento histórico Após a implantação da República e a introdução do escudo, o Estado português optou por uma transição gradual nos Açores. A economia insular dependia fortemente de papel-moeda fiduciário local , emitido pelo Banco de Portugal – Agência dos Açores , sendo considerada arriscada uma substituição brusca do numerário. A escassez de moeda metálica, a...

💵 BNU: Inicio da "Pataca" de Macau "Emissão Simples" (1906-1926)

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No início do século XX, o Banco Nacional Ultramarino (BNU) consolidou o seu papel como emissor fiduciário no Extremo Oriente com a introdução da Pataca de Macau . A chamada Emissão Simples (1906–1926) marca o arranque formal de uma moeda própria para o território, num contexto económico profundamente influenciado pelo comércio regional e pela proximidade com a China. Banco Nacional Ultramarino – Início da Pataca de Macau Emissão Simples (1906–1926) 🐉 🧾 Contexto Histórico Até ao início do século XX, a circulação monetária em Macau era marcada por grande diversidade, incluindo moedas chinesas, mexicanas e outras divisas internacionais. A introdução da Pataca pelo BNU visou estabilizar o sistema monetário local e reforçar a autonomia financeira da administração portuguesa. A Emissão Simples , iniciada em 1906 , manteve-se em circulação — com reimpressões e novas datas — até 1948 , atravessando períodos críticos como a Primeira Guerra Mundial , a instabilidade r...

Armada Real Portuguesa: Cruzador "Republica" ex "Rainha Dona Amélia" (1901-1915)

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Foi construído no Arsenal de Lisboa em 1901 sendo o primeiro navio em aço ali construído. O navio foi baptizado em honra de D. Amélia de Orleães, esposa do Rei D. Carlos I.Tomou parte em várias manobras navais e prestou serviço na Divisão Naval de Angola e na Estação Naval de Macau.  Em 1910 fez uma comissão ao Japão.  Em 1910, após a implantação da república, na qual o cruzador teve papel proeminente nos diversos movimentos revolucionários, o seu nome foi alterado para NRP República. Já como Cruzador "Republica" encalhado A 6 de Agosto de 1915 perdeu-se por encalhe nas Berlengas, Peniche. Características técnicas Deslocamento:  1 683 toneladas Dimensões:  75 m comp; 11,4 m boca; 4,47 m calado; 6,6 m pontal Armamento:  4 peças de 150 mm; 2 peças de 100 mm; 2 peças de 47 mm; 2 peças de 37 mm; 2 metralhadores de 6,5 mm; 2 tubos lança-torpedos Propulsão:  4 máquinas a vapor T.E. de 5 500 h.p. - 2 veios = 18 nós Guarnição:  263...

💵 O "Real" nos últimos anos do regime monárquico (1900-1910)

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🪙 O “Real” no Fim da Monarquia Portuguesa – Notas do Banco de Portugal emitidas entre 1900 e 1909 , nos últimos anos do regime monárquico. 🧾 Enquadramento Histórico Após a profunda crise financeira iniciada em 1891 , o sistema monetário português entrou numa fase de reorganização marcada pela suspensão da convertibilidade em ouro, inflação moderada e crescente desconfiança na moeda fiduciária. Durante este período, o Banco de Portugal reforçou a emissão de notas em Réis , procurando assegurar a circulação monetária num contexto de instabilidade política, social e económica que culminaria com a queda da Monarquia em 1910 . 💵 Emissões do Banco de Portugal (1900–1909) As notas emitidas neste período caracterizam-se por valores médios e elevados, refletindo a progressiva desvalorização do Real e a necessidade de instrumentos fiduciários adequados às transações de maior monta. Nota $500 Réis 💴 A nota...

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