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⚓ As Canhoneiras Portuguesas que Vigiaram o Império Ultramarino na década de 1890

Introdução

Durante o final do século XIX e início do século XX, a Marinha Portuguesa reforçou a sua presença ultramarina através de diversas canhoneiras destinadas ao serviço colonial em África e no Oriente.

Estas pequenas unidades navais desempenharam missões fundamentais de patrulhamento, fiscalização, transporte de autoridades e apoio militar, navegando em rios, zonas costeiras e territórios ultramarinos portugueses.

Neste artigo reunimos algumas importantes canhoneiras portuguesas desse período, incluindo as canhoneiras "Limpopo", "D. Luiz", "Tomás Andrea" e "Chaimite", acompanhadas pelas suas histórias e características técnicas.


Canhoneira "Limpopo" (1890-1943)

Canhoneira mista construída em Inglaterra nos estaleiros Poplar em 1890. Prestou serviço em Moçambique, Angola, Ajuda, São Tomé e Cabo Verde, desempenhando missões de soberania e fiscalização colonial.

Canhoneira Mista "Limpopo"

Em 1904, na baía dos Tigres, obrigou uma esquadra russa a respeitar a neutralidade portuguesa durante o conflito russo-japonês.

Em 1939 passou ao estado de disponibilidade e em 1943 foi abatida ao efetivo por inútil.

📐 Características Técnicas – Canhoneira "Limpopo"

Ficha Técnica
Deslocamento 288 toneladas
Dimensões 37,6 m comp.; 6,3 m boca; 1,9 m calado
Armamento 2 peças de 3 pdr.
Propulsão 1 máquina de 523 h.p.; 1 veio
Velocidade 11,3 nós
Guarnição 34 marinheiros

Canhoneira "D. Luiz" (1895-1911)

Canhoneira construída no Arsenal de Lisboa e lançada à água em 22 de Junho de 1895.

Prestou serviço em Angola, Cabo Verde e Guiné, sendo o primeiro navio de guerra português a dispor de energia elétrica.

Canhoneira "D. Luiz"

Em 1910 passou ao estado de completo desarmamento e foi abatida ao efetivo por inútil.

📐 Características Técnicas – Canhoneira "D. Luiz"

Ficha Técnica
Deslocamento 802 toneladas
Dimensões 45,9 m comp.; 8,36 m boca; 4,51 m calado
Armamento 4 peças de 105 mm; 3 peças de 47 mm; 1 metralhadora
Propulsão 1 maquina compound horizontal de 500 h.p. - 1 veio
Velocidade 10 nós
Guarnição 122 marinheiros

Canhoneira "Tomás Andrea" (1896-1900)

Pequena canhoneira de madeira construída em Hong-Kong em 1896 para serviço no distrito de Timor.

Prestou serviço em Macau e Timor, operando em missões locais de patrulhamento e apoio às autoridades portuguesas.

Canhoneira "Tomás Andrea"

Em 1900, em Timor, foi considerada inavegável e condenada ao desmantelamento.

📐 Características Técnicas – Canhoneira "Tomás Andrea"

Ficha Técnica
Deslocamento 260 toneladas
Dimensões 35,73 m comp.; 5,56 m boca; 2,64 m calado
Armamento 2 peças
Propulsão 1 máquina de 180 h.p.; 1 veio
Velocidade 10,3 nós
Guarnição 26 marinheiros

Canhoneira "Chaimite" (1898-1921)

Canhoneira de aço lançada à água em Lisboa em 13 de Agosto de 1898, destinada à província de Moçambique.

Foi uma das unidades adquiridas através da Grande Subscrição Nacional e tornou-se a primeira unidade naval construída em aço em Portugal, nos estaleiros Parry & Son, em Lisboa.

Canhoneira "Chaimite" em provas de máquinas no rio Tejo

Seguiu para Moçambique em 1899, onde integrou a esquadrilha do Zambeze e participou em operações militares na província.

Em 1919 passou ao estado de completo desarmamento e foi abatida ao efetivo da marinha colonial.

📐 Características Técnicas – Canhoneira "Chaimite"

Ficha Técnica
Deslocamento 341 toneladas
Dimensões 40,8 m comp.; 8 m boca; 2 m calado
Armamento 2 peças de 47 mm; 2 metralhadoras
Propulsão 2 máquinas a vapor de 480 h.p.; 2 veios
Velocidade 11 nós
Guarnição 26 marinheiros

🤔 Conclusão

As canhoneiras portuguesas do final do século XIX desempenharam um papel fundamental na afirmação da presença portuguesa nos territórios ultramarinos.

Embora pequenas quando comparadas com os grandes cruzadores da época, embarcações como a "Limpopo", "D. Luiz", "Tomás Andrea" e "Chaimite" participaram em missões militares, fiscalização marítima e apoio às administrações coloniais portuguesas.

Hoje permanecem como importantes símbolos da história naval portuguesa e testemunhos de uma época marcada pela presença marítima portuguesa em África e no Oriente.

⚓ Pequenos navios, grandes missões na história naval portuguesa.


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A Viagem Continua...

Explore mais embarcações históricas da Marinha Portuguesa nos artigos relacionados abaixo.

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